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Taxas DI Sobem com Tensão EUA-Irã e Escolha de Novo Chefe do Fed: Entenda o Impacto no Brasil

Mercados Financeiros em Alerta: Juros Futuros do Brasil Sobe Após Sete Dias de Queda

As taxas dos Certificados de Depósito Interbancário (DI) no Brasil apresentaram um leve avanço na última sexta-feira (30), interrompendo uma sequência de sete sessões consecutivas de quedas. Este movimento ocorreu em um cenário global de incertezas, influenciado pela nomeação de um novo potencial líder para o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e pelo aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.

O dia foi marcado por uma performance negativa para os ativos brasileiros, com o dólar em alta firme e o Ibovespa em queda. A volatilidade externa se refletiu diretamente na curva de juros do Brasil, especialmente na sua parte mais longa, indicando uma perspectiva de juros mais elevados por mais tempo.

Acompanhe os detalhes que agitaram os mercados e como essas influências externas podem moldar o futuro econômico do país, conforme informações divulgadas pelo mercado financeiro.

Nomeação de Kevin Warsh no Fed Gera Incertezas Globais

Nos Estados Unidos, a escolha de Donald Trump para substituir Jerome Powell no comando do Fed, a partir de maio, recaiu sobre Kevin Warsh. Warsh, um crítico frequente do banco central americano, sinaliza uma possível mudança de rumos na política monetária dos EUA. Essa indicação provocou reações imediatas nos mercados globais.

Pela manhã, a escolha de Warsh impulsionou a valorização do dólar frente a diversas moedas e causou um aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de longo prazo, enquanto os de curto prazo mostraram estabilidade. Essa dinâmica externa contribuiu para a alta das taxas futuras de DI no Brasil.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, comentou que o impacto para o Brasil e outros mercados emergentes pode se traduzir em um dólar mais forte e juros globais mais altos no curto prazo. Isso, por sua vez, pode levar a uma projeção de queda mais lenta para as taxas de juros brasileiras.

Tensões EUA-Irã Elevam o Risco e Impactam o Câmbio

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã adicionou mais um elemento de volatilidade ao cenário. A declaração do presidente Trump sobre o envio de uma grande armada americana ao Irã alarmou os investidores, intensificando a busca por ativos de segurança.

Como consequência, o dólar acelerou seus ganhos em relação ao real, o Ibovespa atingiu novas mínimas e a curva de juros brasileira voltou a demonstrar força. Embora as taxas futuras tenham moderado seus ganhos no final da sessão, elas encerraram o dia em território positivo.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries americanos apresentaram comportamento misto, com queda na ponta curta e alta na ponta longa, refletindo as expectativas divergentes sobre a política monetária futura e o apetite por risco global.

Indicadores Econômicos Brasileiros Apresentam Cenário Misto

Em meio às turbulências externas, alguns indicadores econômicos brasileiros trouxeram dados relevantes. O Banco Central informou que a **dívida bruta do governo geral** encerrou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), um resultado ligeiramente abaixo das projeções de 79,5% dos economistas consultados pela Reuters, mas acima do registrado no ano anterior.

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a **taxa de desemprego** no Brasil atingiu 5,1% no quarto trimestre de 2025, o menor patamar da série histórica. Este dado veio em linha com as expectativas do mercado, sinalizando uma melhora no mercado de trabalho nacional.

A combinação desses fatores — incertezas globais com a política monetária dos EUA e tensões geopolíticas, somada a dados econômicos internos mistos — moldou o comportamento das taxas DI, que voltaram a subir após um período de recuo.

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