BBI eleva preço-alvo da Tenda (TEND3) para R$ 40 e reitera compra, apostando em dividendos e valuation descontado
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo das ações da construtora Tenda (TEND3) de R$ 37 para R$ 40. A instituição financeira reforçou sua visão positiva para a empresa em 2026, reiterando a recomendação de compra, mesmo diante da recente volatilidade observada nos papéis. O banco acredita que a Tenda ainda negocia com um **desconto relevante** em comparação com seus pares no setor.
Essa percepção de desconto se mantém mesmo com a recuperação consistente nos resultados da Tenda e estimativas de lucro mais firmes. Atualmente, as ações da Tenda são negociadas a cerca de 5,3 vezes o lucro, um múltiplo significativamente inferior aos 8 a 9 vezes encontrados em concorrentes como Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3). Para o BBI, essa disparidade reflete mais fatores de curto prazo do que uma deterioração nos fundamentos da empresa.
No pregão desta quarta-feira (28), as ações TEND3 apresentaram alta de aproximadamente 5%, alcançando R$ 26,60, após terem registrado o valor de R$ 22,77 na semana anterior. Essa valorização acompanha a perspectiva otimista dos analistas. Conforme informação divulgada pelo Bradesco BBI.
Alea e o impacto na volatilidade das ações TEND3
Segundo o BBI, parte da volatilidade recente das ações da Tenda pode ser atribuída à operação da Alea, unidade focada em casas industrializadas do grupo. Embora este tema tenha gerado atenção no mercado, o banco ressalta que a Alea deve representar apenas cerca de 14% do lucro por ação projetado para 2026, demonstrando um **efeito limitado** no resultado consolidado da empresa.
O relatório do BBI sugere que, caso a ação da Tenda sofra ajustes após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) devido a questões relacionadas à Alea, essa situação deveria ser vista como uma **oportunidade de compra**. A análise indica que a composição acionária, ainda com alta exposição a fundos multimercados, pode amplificar os movimentos dos papéis em períodos de ajuste.
Dividendos como principal gatilho para a Tenda
O Bradesco BBI aponta o avanço dos proventos como o principal fator para uma **reprecificação das ações da Tenda**. Com a melhora esperada na geração de caixa ao longo de 2026, o banco vislumbra um cenário onde a companhia possa se consolidar como uma “história de dividendos” a partir do final deste ano ou início de 2027.
As projeções indicam um **dividend yield em torno de 7%**, além de um free cash flow próximo de 13%. Esses indicadores podem contribuir significativamente para a redução da volatilidade dos papéis e para a sustentação de múltiplos de avaliação mais elevados, tornando TEND3 mais atraente para investidores.
Assimetria positiva e cenário macroeconômico favorável para TEND3
O ano de 2026 apresenta uma **assimetria positiva** para a Tenda, na visão do BBI. Essa atratividade combina alavancas internas, como os dividendos, com um possível prêmio de risco menor no cenário macroeconômico, especialmente após o período eleitoral. O banco considera que o potencial de queda para as ações da Tenda é limitado.
Essa limitação se deve ao atual nível de valuation já comprimido e à estabilidade prevista para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que é o foco principal da construtora. A combinação desses fatores reforça a recomendação de compra do BBI para TEND3.

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