Tesouro Direto registra queda acentuada nas taxas de juros, alcançando os menores patamares desde novembro de 2023.
Nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, os investidores do Tesouro Direto foram surpreendidos com uma significativa redução nas taxas de rentabilidade dos títulos públicos. Essa queda generalizada, que afeta tanto os títulos pré-fixados quanto os indexados à inflação, coloca alguns papéis em seus menores níveis de retorno desde o final do ano passado.
O movimento acompanha a tendência observada nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), que também apresentaram leve recuo. Essa correlação global sugere um cenário de busca por ativos de menor risco ou uma antecipação de futuras políticas monetárias.
Acompanhe os detalhes e entenda o que essa redução nas taxas do Tesouro Direto significa para o seu bolso e para suas estratégias de investimento. Conforme informação divulgada pelo Tesouro Direto, as taxas operam majoritariamente em queda.
Títulos Pré-Fixados em Novos Mínimos
Os títulos públicos pré-fixados, que oferecem uma taxa de juros definida no momento da compra, apresentaram as quedas mais expressivas. O papel com vencimento em 2028, por exemplo, atingiu uma rentabilidade anual de 12,66%, o menor nível desde novembro de 2023. Ontem, a taxa era de 12,75%.
Para os investidores que buscam prazos mais longos, os títulos pré-fixados com vencimento em 2032 e 2035, que pagam juros semestrais, também registraram retrações. Eles agora oferecem retornos de 13,31% e 13,41%, respectivamente, os patamares mais baixos observados desde o início de janeiro.
Títulos Indexados à Inflação Também Sentem a Queda
A tendência de queda nas taxas não se limitou aos títulos pré-fixados. Os papéis atrelados à inflação, que protegem o investidor da variação do IPCA, também apresentaram retração. O título com vencimento em 2029 agora remunera 7,62% acima do IPCA, abaixo dos 7,71% registrados na sessão anterior.
No trecho mais longo da curva de juros, o título indexado ao IPCA com vencimento em 2050 manteve sua taxa em IPCA +6,87%, permanecendo estável em relação ao fechamento do dia anterior. Essa estabilidade em títulos de longo prazo pode indicar um comportamento mais conservador do mercado em relação a essas opções.
Influência dos Juros Americanos no Mercado Local
O movimento de queda nas taxas do Tesouro Direto no Brasil está intrinsecamente ligado ao comportamento dos Treasuries nos Estados Unidos. Esses títulos americanos servem como referência global para as taxas de juros, e uma leve queda em seus rendimentos tende a se refletir nos mercados internacionais.
Na mesma data, o Treasury de 10 anos pagava 4,23%, enquanto os papéis de 20 e 30 anos rendiam 4,82% e 4,86%, respectivamente. Essa sincronia demonstra a interconexão dos mercados financeiros globais e como eventos em uma grande economia podem impactar outras.
Desempenho Detalhado dos Títulos do Tesouro Direto
O Tesouro Selic 2028 e 2031 continuam atrelados à taxa básica de juros, com pequenas variações na sua remuneração adicional. Já os Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+, voltados para aposentadoria e educação, respectivamente, oferecem taxas atreladas ao IPCA com diferentes prazos e mecanismos de juros, refletindo as expectativas de inflação e as condições de mercado.
A diversidade de títulos disponíveis no Tesouro Direto permite ao investidor escolher a opção que melhor se alinha aos seus objetivos financeiros, seja para liquidez diária, proteção contra a inflação ou planejamento de longo prazo, considerando sempre as taxas de rentabilidade atuais e as projeções futuras.

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