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TSE Proíbe Deepfakes e Conteúdos de IA contra Candidatos em Período Eleitoral Crítico para Evitar Surpresas

TSE Impõe Restrições Severas a Conteúdos Gerados por IA Durante Eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução inovadora que proíbe a circulação de conteúdos sintéticos novos, criados ou alterados por inteligência artificial (IA) ou tecnologias similares, nos dias que antecedem e sucedem as eleições. A medida visa impedir a disseminação de materiais que modifiquem voz ou imagem de candidatos e figuras públicas, mesmo que devidamente rotulados.

O objetivo principal, segundo o relator Kassio Nunes Marques, é **excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral**. A decisão foi unânime entre os ministros, reforçando o compromisso da Justiça Eleitoral com a integridade do pleito. As plataformas digitais terão responsabilidade solidária, sujeitas a multas e sanções, caso não removam imediatamente conteúdos e contas que violem as novas diretrizes.

Esta resolução do TSE, divulgada após um extenso processo de audiências públicas que recebeu 1.423 contribuições da sociedade, representa um avanço significativo na regulamentação do uso de tecnologias emergentes na propaganda eleitoral. Conforme informação divulgada pelo TSE, a norma busca garantir um ambiente informacional mais seguro e confiável para os eleitores.

Combate à Violência Política e Discriminação de Gênero

Além das restrições gerais à IA, a nova resolução aborda especificamente a **violência política contra candidatas mulheres**. Fica proibida a criação ou alteração de fotos e vídeos que contenham cenas de sexo, nudez ou pornografia. O TSE declarou enfaticamente que a misoginia digital ou não será tolerada, demonstrando um posicionamento firme contra a discriminação e o assédio no ambiente político.

Banimento de Perfis Falsos e Automatizados

Outro ponto crucial da nova norma é o **banimento de perfis em redes sociais que sejam falsos, apócrifos ou automatizados**. Essa medida será aplicada sempre que houver a prática reiterada de condutas que possam comprometer a integridade do processo eleitoral. O ministro Kassio Nunes Marques endureceu a regra em relação ao texto preliminar, ampliando o escopo de suspensão de contas para além de usuários comprovadamente robóticos.

Plano de Conformidade e Colaboração com Plataformas

As resoluções aprovadas também determinam a criação, em conjunto com as plataformas digitais, de um **”plano de conformidade”**. Este plano tem como objetivo prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral, além de assegurar o cumprimento das obrigações estabelecidas nas novas regras. O TSE busca, com isso, uma colaboração mais efetiva do setor privado na fiscalização e regulamentação do conteúdo online.

IA e Rotulagem de Conteúdo

O ministro Nunes Marques destacou que a resolução é fruto de um trabalho coletivo. Ele mencionou que, nas minutas preliminares divulgadas em janeiro, as regras para a IA eram semelhantes às de 2024, que já vedavam a publicação de deepfakes e exigiam a rotulagem de conteúdos criados com auxílio de IA. A nova norma, no entanto, aprofunda essas restrições, especialmente no período eleitoral crítico.

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