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Vale (VALE3) Dispara Mais de 2% Após Divulgação de Resultados Sólidos no 4T25, Afastando Temores e Superando Expectativas do Mercado

Vale (VALE3) Encanta o Mercado com Desempenho Robusto no 4T25, Ações Reagem Positivamente e Superam Expectativas

A divulgação do relatório de produção e vendas da Vale (VALE3) referente ao quarto trimestre de 2025 trouxe um fôlego renovado para as ações da companhia, que registraram alta superior a 2% no pregão. Os números apresentados reforçaram a visão de uma execução operacional consistente, com destaque para o desempenho sólido no minério de ferro e um ainda mais forte em metais básicos.

Os analistas de mercado interpretaram os dados como um sinal positivo para a capacidade de entrega da Vale, indicando o cumprimento, e em alguns casos, a leve superação do guidance anual. Essa performance ocorre mesmo em um cenário global de prêmios de minério de ferro sob pressão, demonstrando a resiliência da mineradora.

As informações divulgadas pelo BTG Pactual, XP Investimentos e Itaú BBA corroboram a leitura de um trimestre operacionalmente forte para a Vale, aliviando preocupações anteriores e direcionando o foco para outros aspectos estratégicos da empresa. Conforme informações divulgadas pelas fontes citadas.

Minério de Ferro Mantém Tração com Produção e Vendas Resilientes

No segmento de minério de ferro, a Vale produziu 90,4 milhões de toneladas no 4T25, um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora tenha havido uma queda de 4% em comparação com o terceiro trimestre, esta é explicada pela sazonalidade característica do período chuvoso no Brasil.

As vendas de minério de ferro totalizaram 84,9 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4,5% anualmente e uma leve retração de 1,3% na base trimestral. O preço realizado dos finos atingiu US$ 95,4 por tonelada, mostrando uma leve valorização tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao ano anterior.

O BTG Pactual destacou que esses números ajudam a dissipar quaisquer dúvidas remanescentes sobre a execução operacional da Vale. A mineradora não apenas entregou volumes acima do teto do guidance anual, mas também manteve preços realizados resilientes e demonstrou capacidade de navegar um trimestre sazonalmente desafiador sem perdas significativas de desempenho.

Metais Básicos Apresentam Crescimento Expressivo, Liderados pelo Cobre

O segmento de metais básicos da Vale mostrou um desempenho ainda mais animador. A produção de cobre alcançou 108,1 mil toneladas no 4T25, um salto de 6% na comparação anual e um expressivo avanço de 19% em relação ao trimestre anterior. As vendas de cobre totalizaram 106,9 mil toneladas.

Para o Itaú BBA, o desempenho do cobre foi um dos pontos altos do trimestre. Os volumes maiores, combinados a preços significativamente mais altos, devem impulsionar de forma relevante os resultados da divisão, consolidando o cobre como um vetor positivo crucial no portfólio da Vale.

No níquel, a produção atingiu 46,2 mil toneladas, com vendas de 49,6 mil toneladas, refletindo uma estratégia de desestocagem no final do ano. Contudo, o preço realizado caiu para US$ 15.015 por tonelada, influenciado pelo excesso de oferta global, um ponto que permanece no radar dos analistas.

Mercado Reage Positivamente e Analistas Mantêm Visão Otimista

A XP Investimentos classificou o desempenho operacional como acima do esperado, ressaltando a combinação de um minério de ferro mais forte na base anual e um avanço relevante nos metais básicos. A corretora, no entanto, chamou atenção para o recuo do prêmio all-in para US$ 0,9 por tonelada, reflexo da menor contribuição de produtos de maior qualidade em um ambiente global desafiador para prêmios.

O Itaú BBA, por sua vez, avalia que os números foram sólidos e amplamente alinhados às expectativas do mercado. O banco acredita que o foco da Vale deve agora se deslocar mais para a precificação e alocação de capital, em vez de apenas a execução operacional.

Diante deste cenário, o BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra para as ações da Vale, com preço-alvo de US$ 15 para o ADR. O Itaú BBA mantém recomendação de outperform, com preço-alvo de US$ 14 para o ADR e R$ 75 por ação na B3. A XP Investimentos adota uma postura neutra, com preço-alvo de US$ 15 para o ADR, ponderando que parte do cenário positivo já está refletida na cotação atual das ações da Vale (VALE3).

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