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Vale (VALE3) no 4T25: Minério com preços em alta, mas volumes de produção em queda e cobre como destaque em transição energética

Vale (VALE3) no 4T25: Minério com preços em alta, mas volumes de produção em queda e cobre como destaque em transição energética

A Vale (VALE3) se prepara para divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) com um panorama dividido. Por um lado, a empresa deve se beneficiar de preços mais elevados para o minério de ferro e um desempenho robusto nos metais essenciais para a transição energética. Por outro lado, a expectativa é de uma queda sazonal nos volumes de produção, especialmente no minério de ferro.

O relatório de produção e vendas, a ser divulgado após o fechamento do mercado, sugere que a dinâmica de preços terá maior influência nos resultados do que o volume físico comercializado. Analistas de mercado acompanham de perto os desdobramentos.

Conforme informações divulgadas por bancos de análise, o cenário para a Vale no 4T25 é de atenção aos detalhes. A combinação de fatores apresenta tanto desafios quanto oportunidades para a gigante da mineração brasileira.

Produção de Minério de Ferro: Volume em Baixa, Preço em Alta

No segmento de minério de ferro, as projeções indicam uma produção entre 89 milhões e 90 milhões de toneladas, o que representa uma queda de aproximadamente 5% em relação ao trimestre anterior. Essa redução é atribuída à sazonalidade do período chuvoso, comum no final do ano. Apesar da queda, o volume ainda é considerado suficiente para que a Vale atinja seu guidance anual, que gira em torno de 335 milhões de toneladas.

As vendas, no entanto, devem apresentar um desempenho ligeiramente melhor, impulsionadas pela conversão de estoques acumulados ao longo do ano. A Genial projeta embarques de 76,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% no trimestre, enquanto o Santander estima 83,8 milhões de toneladas, mantendo-se estável na comparação trimestral. Essa performance nas vendas sugere uma redução no descompasso entre o que é produzido e o que é efetivamente vendido.

Metais para Transição Energética: O Ponto Alto do Trimestre

O segmento de metais para transição energética desponta como o principal vetor de melhora sequencial para a Vale. No cobre, por exemplo, a produção é esperada entre 98 mil e 101 mil toneladas, com altas de 8% a 11% na base trimestral, segundo projeções do Santander e da Genial. O preço realizado do cobre também deve apresentar valorização, com a Genial estimando US$ 10.663 por tonelada, um aumento de cerca de 8,6% na comparação trimestral e de 16,1% anualmente. O Santander prevê o metal alcançando US$ 11 mil por tonelada.

O cobre, segundo o Santander, deve ser o principal impulsionador da melhora no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), beneficiado tanto pela recuperação de volumes quanto pela elevação dos preços. Essa performance positiva contrasta com o cenário mais desafiador em outros segmentos.

Pelotas e Níquel: Cenários de Atenção e Pressão

No negócio de pelotas, o tom é de cautela. Os prêmios do produto permanecem em níveis historicamente baixos, o que limita sua atratividade. A Vale tem adotado uma estratégia de disciplina de oferta, priorizando margens e realocando parte do pellet feed para o mercado de finos, diante de uma demanda ainda fraca na Europa e no Japão.

Já no níquel, a expectativa é de produção em torno de 44 mil a 45 mil toneladas, com vendas ligeiramente superiores à produção, refletindo a estratégia de desestocagem no final do ano. Contudo, ambos os bancos destacam que o segmento continua pressionado pelo excesso de oferta global, o que mantém as margens comprimidas. Assim, o quarto trimestre da Vale se configura com volumes mais fracos em ferrosos, mas com preços mais favoráveis e uma contribuição crescente dos metais para a transição energética.

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