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Vale (VALE3): Por que investidores estrangeiros lucram com a alta da ação enquanto brasileiros ficam de fora?

Investidores estrangeiros impulsionam alta da Vale (VALE3), mas brasileiros mostram receio

Enquanto a Vale (VALE3) registra um rali em suas ações, impulsionado significativamente por investidores estrangeiros, o investidor local parece estar com um pé atrás. Dados apontam que muitos brasileiros sequer possuem posições na mineradora, contrastando com o apetite global.

O fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira em janeiro de 2026, por exemplo, foi o maior em um ano, com R$ 15,8 bilhões direcionados a ações locais. Essa movimentação, no entanto, não tem contagiado a maioria dos investidores brasileiros, que demonstram preocupação com a avaliação atual da empresa.

A análise do BTG Pactual, divulgada recentemente, lança luz sobre as razões dessa divergência. O banco destaca que, enquanto estrangeiros apostam na commodity, o investidor brasileiro pondera outros fatores, como o cenário para o minério de ferro e comparações com outras mineradoras globais. Conforme informação divulgada pelo BTG Pactual.

Valuation e o futuro do minério de ferro: os dilemas do investidor brasileiro

Um dos principais pontos de discórdia para o investidor brasileiro é o valuation da Vale. As estimativas de rendimento sobre o fluxo de caixa (FCF) para este ano ficam entre 7% e 9%, um patamar que não convence a maioria. Muitos desconsideram comparações com mineradoras australianas, focando em uma visão mais específica do mercado de minério de ferro.

Analistas do BTG Pactual, Leonardo Correa e Marcelo Arazi, compartilham de uma visão semelhante, afirmando que a maioria dos investidores precifica o minério de ferro em níveis de pico. Eles não veem um superciclo iminente, como o observado em outras commodities como cobre ou urânio, o que gera cautela.

Ações da Vale em alta, mas com ressalvas do mercado interno

Apesar da visão construtiva do BTG Pactual sobre a Vale, o banco reconhece que a resistência de alguns investidores locais reside no recente desempenho da ação. A alta da VALE3 ocorreu mesmo com um cenário ligeiramente deteriorado para os preços do minério de ferro, que caíram de cerca de US$ 110 por tonelada para US$ 103 por tonelada.

Adicionalmente, os indicadores da China, principal comprador de minério, continuaram deprimidos em dezembro. A demanda aparente por aço, por exemplo, recuou mais de 5% em relação ao ano anterior, um fator que pesa na decisão de muitos investidores brasileiros.

Estratégias alternativas para exposição ao setor

Diante desse cenário, alguns investidores brasileiros optaram por estratégias para mitigar riscos e ainda assim ter exposição ao setor. Parte deles buscou reduzir o desvio em relação ao desempenho do Ibovespa (IBOV) com compras pontuais de VALE3.

Outros, no entanto, escolheram adquirir cotas do BOVA11, um ETF (fundo de índice) que replica o Ibovespa, como forma de adicionar exposição a commodities aos seus portfólios de maneira mais diversificada, sem concentrar o risco na Vale especificamente.

Desempenho recente da ação e o impacto no Ibovespa

Apesar das ressalvas internas, a ação da Vale (VALE3) demonstrou força no mercado, acumulando uma alta de 5,09% na última semana. Esse desempenho positivo contribuiu significativamente para a elevação do Ibovespa, que ultrapassou a marca dos 183 mil pontos, mostrando a relevância da mineradora para o índice.

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