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Vale (VALE3) Surpreende com Prejuízo Bilionário no 4T25: Entenda os Fatores e o Impacto nos Acionistas

Vale (VALE3) registra prejuízo bilionário de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro anterior e impactando acionistas.

A mineradora Vale (VALE3) apresentou um resultado financeiro surpreendente no quarto trimestre de 2025, registrando um prejuízo atribuído aos acionistas de US$ 3,8 bilhões. Este número representa uma reversão significativa em relação ao lucro de US$ 2,7 bilhões obtido no terceiro trimestre do mesmo ano e um aumento considerável em comparação com o prejuízo de US$ 694 milhões do mesmo período em 2024.

O resultado negativo foi impulsionado principalmente por uma combinação de fatores, incluindo despesas substanciais relacionadas a Brumadinho e à descaracterização de barragens, além de ajustes em contratos de streaming e efeitos fiscais. Esses elementos elevaram os custos da companhia durante o período, impactando diretamente o balanço final.

Apesar do prejuízo contábil, a receita líquida de vendas da Vale demonstrou força, somando US$ 11,1 bilhões no 4T25, um aumento de 9% em relação ao ano anterior e de 6% em comparação com o trimestre anterior. O Ebitda proforma também apresentou crescimento, atingindo US$ 4,8 bilhões, refletindo a boa performance operacional e o aumento nos preços do cobre. Conforme informação divulgada pela companhia, a Vale entregou um “desempenho operacional e de custos consistente em todos os negócios”, alcançando ou superando todas as metas estabelecidas para 2025.

Impacto de Brumadinho e Despesas Adicionais Deterioram Resultado

As despesas diretamente ligadas a Brumadinho e à descaracterização de barragens foram um dos principais vilões do resultado trimestral da Vale. Somaram US$ 246 milhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024. A companhia informou que esses gastos continuam refletindo a execução dos compromissos assumidos no acordo de reparação.

Além disso, a linha de resultados foi pressionada por ajustes relacionados a transações de streaming e por uma maior carga tributária. Esses fatores, combinados, contribuíram significativamente para a reversão do lucro em prejuízo na última linha do balanço da Vale (VALE3).

Receita Cresce, Impulsionada por Metais Básicos e Cobre

Em contrapartida ao prejuízo líquido, a receita líquida de vendas da Vale (VALE3) mostrou resiliência, crescendo 9% anualmente para US$ 11,1 bilhões no 4T25. O Ebitda proforma alcançou US$ 4,8 bilhões, um aumento de 17% em relação ao 4T24, impulsionado pela maior contribuição da divisão de metais básicos e pela alta nos preços do cobre.

A produção de minério de ferro atingiu 90,4 milhões de toneladas no trimestre, um avanço de 6% na comparação anual, apesar de um recuo sazonal de 4% frente ao trimestre anterior. O preço realizado dos finos ficou em US$ 95,4 por tonelada, com alta de 3% ano a ano. Nos metais básicos, a produção de cobre somou 108 mil toneladas, com alta de 6% anual, e o preço realizado avançou 20%, para US$ 11.003 por tonelada.

Resultado Financeiro e Tributário Pesam no Balanço da Vale (VALE3)

O resultado financeiro da Vale (VALE3) também contribuiu para o prejuízo, ficando negativo em US$ 1 bilhão, ante uma perda de US$ 339 milhões no terceiro trimestre. Embora tenha havido melhora em relação ao prejuízo financeiro de US$ 1,8 bilhão do 4T24, o impacto cambial e as despesas com juros ainda foram relevantes.

Na esfera tributária, a mineradora registrou uma despesa com imposto de renda e contribuição social de US$ 2,1 bilhões no trimestre. Esse valor foi um dos principais responsáveis pelo prejuízo contábil apresentado pela Vale (VALE3) no período.

Dívida Líquida em Queda e Alavancagem Controlada

Apesar do prejuízo trimestral, a dívida líquida da Vale (VALE3) encerrou o trimestre em US$ 11,2 bilhões, uma queda de 10% em relação ao 3T25. Essa redução foi impulsionada pela geração de fluxo de caixa livre. A dívida líquida expandida ficou em US$ 15,6 bilhões.

A alavancagem da companhia, medida pela relação dívida bruta e arrendamentos sobre o Ebitda ajustado, ficou em 1,2 vez, abaixo das 1,3 vez do trimestre anterior. O indicador de cobertura de juros também evidenciou conforto financeiro, ficando em 15,7 vezes, demonstrando a capacidade da Vale (VALE3) de honrar seus compromissos mesmo em um trimestre de resultado contábil negativo.

Consolidado Anual de 2025: Lucro Líquido Cai, Mas Receita e Ebitda Mostram Crescimento

No consolidado de 2025, a Vale (VALE3) registrou receita líquida de US$ 38,4 bilhões, praticamente estável em comparação com 2024. O Ebitda proforma somou US$ 15,9 bilhões, com avanço de 3%, e o Ebitda ajustado atingiu US$ 15,5 bilhões, alta de 4% anualmente.

No entanto, o lucro líquido atribuível aos acionistas totalizou US$ 2,4 bilhões em 2025, uma queda de 62% em relação a 2024. Essa retração foi atribuída a efeitos não recorrentes e à maior carga tributária ao longo do ano, impactando a rentabilidade para os acionistas da Vale (VALE3).

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