Vale (VALE3) tem alvarás suspensos em Congonhas (MG) após novo extravasamento de água; prefeitura exige medidas emergenciais
A mineradora Vale (VALE3) anunciou na noite de segunda-feira (26) que a prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, determinou a suspensão dos alvarás de funcionamento das unidades Fábrica e Viga. A medida foi tomada após novos episódios de extravasamento de água na região, que já vinha sendo afetada por chuvas intensas.
A administração municipal também exigiu que a empresa adote medidas emergenciais para controle, monitoramento e mitigação de impactos ambientais. A Vale confirmou a paralisação das operações e afirmou que colaborará com as autoridades, prestando os devidos esclarecimentos e se manifestando sobre as ações solicitadas.
A companhia reforçou que suas barragens na região continuam estáveis e seguras, sem alterações no monitoramento, que opera ininterruptamente. Os incidentes ocorreram em um período de fortes chuvas em Minas Gerais, levantando preocupações sobre a segurança das operações minerárias na região.
Primeiro extravasamento e impactos ambientais
No domingo (25), um extravasamento na mina de Fábrica, localizada entre Ouro Preto e Congonhas, liberou água com sedimentos que avançou sobre a Unidade Pires, da CSN Mineração. A Vale informou que o vazamento foi contido e não houve registro de feridos nem impacto direto a comunidades, mas o evento gerou preocupação ambiental.
Segundo incidente e atuação da Defesa Civil
O segundo caso relatado pela prefeitura de Congonhas envolveu o extravasamento de um sump, estrutura de drenagem, entre as regiões da Plataforma e do Esmeril. Segundo a Defesa Civil, houve lançamento de água no Rio Maranhão, mas sem bloqueio de vias ou necessidade de evacuação. O município classificou o impacto como de natureza ambiental.
Medidas emergenciais e autuação estadual
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a Vale adote medidas emergenciais de reparação, incluindo limpeza e monitoramento, além da apresentação de um plano de recuperação ambiental. A mineradora também será autuada por infrações à legislação estadual de licenciamento ambiental.
Intervenção do Ministério de Minas e Energia
Diante dos episódios, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitou à Agência Nacional de Mineração (ANM) uma fiscalização rigorosa e a apuração de responsabilidades. O ministro pediu a análise das estruturas impactadas e a adoção de medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de interdição de operações e o acionamento de órgãos ambientais e de defesa civil.
Posicionamento da Vale e contextualização
Em nota, a Vale reiterou que os extravasamentos não estão relacionados a barragens de rejeitos e que não houve carreamento de rejeitos de mineração. A empresa afirmou que as ações de inspeção e manutenção são reforçadas durante o período chuvoso, e que as causas dos incidentes estão sendo apuradas. Os eventos ocorrem em um momento delicado, próximo aos sete anos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, tragédia que resultou em 270 mortos.

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