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Vibra (VBBR3): Citi e Itaú BBA elevam preço-alvo e indicam compra, mas atenção a desafios no setor de combustíveis

Vibra (VBBR3) atrai otimismo do mercado com alta no preço-alvo, mas atenção aos desafios do setor de combustíveis

O setor de distribuição de combustíveis no Brasil pode estar passando por um momento mais saudável, e a Vibra Energia (VBBR3) é uma das empresas que se beneficia dessa percepção. Analistas do Citi e Itaú BBA revisaram para cima o preço-alvo das ações da companhia, sinalizando uma visão mais positiva para os próximos anos.

As expectativas de maiores volumes de vendas, margens resilientes e ganhos operacionais impulsionam o otimismo. No entanto, os especialistas alertam que parte desse cenário favorável já pode estar precificada nos papéis, e que a concorrência e outros fatores exigem atenção.

A Vibra divulgará seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) em 11 de março, e as revisões dos bancos chegam em um momento crucial. Acompanhe os detalhes e entenda o que esperar para a VBBR3.

Citi eleva projeção e mantém recomendação de compra para Vibra (VBBR3)

O banco Citi ajustou o preço-alvo da Vibra de R$ 29 para R$ 31, o que representa um potencial de valorização de 5%. Essa revisão se baseia na expectativa de que a empresa consiga aumentar seus volumes de vendas e manter margens mais robustas no segmento de distribuição de combustíveis, impulsionada por um ambiente de negócios mais favorável no país.

O Citi também destaca os avanços no combate a práticas irregulares no setor, o que pode gerar ganhos operacionais adicionais para a Vibra. Contudo, o banco ressalta que boa parte dessa melhora já pode estar refletida no preço das ações. Uma análise mais aprofundada sugere que as diferenças de margens entre a Vibra e a Ipiranga no 4T25 podem ser explicadas por efeitos negativos de estoque relacionados ao preço do querosene de aviação.

Desconsiderando esses efeitos, o Citi estima que as margens da Vibra tenham atingido cerca de R$ 170 por metro cúbico no 4T25. Para o primeiro trimestre de 2026 (1T26), o banco prevê uma concorrência mais acirrada no início do ano, devido ao aumento de estoques e à abertura da janela de importação. Ainda assim, o Citi enxerga as margens em patamares saudáveis e melhores que no ano anterior, mantendo a recomendação de compra para VBBR3.

Itaú BBA também sobe preço-alvo e reforça visão construtiva na Vibra (VBBR3)

O Itaú BBA acompanhou o movimento e elevou o preço-alvo da Vibra de R$ 33 para R$ 35, indicando um potencial de valorização de 19%. A decisão se fundamenta na atualização de premissas macroeconômicas, no custo de capital próprio e em uma visão mais refinada sobre os volumes esperados para 2026.

Os analistas do Itaú BBA mantêm uma visão construtiva sobre a melhora estrutural no setor de distribuição de combustíveis. Eles acreditam que esse cenário continuará a gerar ganhos relevantes de volume para as principais distribuidoras, ao mesmo tempo em que permite a manutenção de margens saudáveis. Apesar do forte desempenho da ação no ano, com crescimento estimado de 12% pelo BBA, o banco ainda vê potencial atrativo de valorização, embora o desconto de valuation tenha diminuído.

Em relação à alocação de capital, o Itaú BBA aponta que a Vibra deve definir o futuro da Comerc, sua plataforma de soluções de energia renovável, o que pode levar a uma venda parcial ou total do ativo. Além disso, a expansão do negócio de lubrificantes é uma prioridade. Considerando o nível de alavancagem ainda elevado, a Vibra tende a se beneficiar de condições macroeconômicas favoráveis. O Itaú BBA também manteve a recomendação de compra para VBBR3.

Cenário e Próximos Passos para Vibra (VBBR3)

A alta no preço-alvo da Vibra (VBBR3) por parte do Citi e Itaú BBA reflete um otimismo cauteloso com o setor de distribuição de combustíveis. A expectativa de melhora nos volumes e margens, aliada a um ambiente regulatório mais favorável, são pontos positivos.

Por outro lado, a análise dos bancos indica que parte das boas notícias já pode estar embutida no preço das ações. A concorrência crescente, especialmente no início de 2026, e os efeitos de estoque podem apresentar desafios pontuais.

A gestão da alavancagem e as decisões estratégicas sobre ativos como a Comerc e a expansão de lubrificantes serão cruciais para o desempenho futuro da Vibra. Investidores devem acompanhar de perto os resultados do 4T25 e as próximas divulgações para avaliar a sustentabilidade dessa tendência positiva.

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