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Vínculos com Epstein forçam renúncia de ex-embaixador britânico: Peter Mandelson abre mão de título de Lord após vazamento de documentos

Vínculos com Epstein levam ex-embaixador britânico a renunciar a título de nobreza

A divulgação de um novo lote de documentos sigilosos relacionados a Jeffrey Epstein desencadeou uma crise política no Reino Unido, atingindo diretamente Peter Mandelson, uma figura influente do Partido Trabalhista por décadas. Os arquivos, recentemente tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, colocam o ex-embaixador britânico em Washington no centro de suspeitas.

As mais de 3 milhões de páginas liberadas pelas autoridades americanas detalham contatos frequentes entre Mandelson e o financista, que faleceu em 2019. Registros indicariam transferências financeiras e trocas de mensagens com conteúdo político sensível, levantando questionamentos sobre o compartilhamento indevido de informações governamentais.

Críticos apontam que parte dessas informações, especialmente aquelas relacionadas à crise financeira global de 2008, poderia ter impacto direto em mercados e políticas públicas. Diante das novas revelações, Peter Mandelson, de 72 anos, renunciou nesta terça-feira (3) à Câmara dos Lordes, abrindo mão de seu título vitalício de nobreza.

Relação com Epstein e demissão prévia

Mandelson já havia sido escolhido pelo primeiro-ministro Keir Starmer para ocupar a embaixada do Reino Unido nos EUA. No entanto, ele foi demitido em setembro, quando os primeiros indícios de sua relação com Epstein vieram à tona. A renúncia ao título de Lord acontece após o aprofundamento das suspeitas com a liberação dos documentos.

O governo britânico informou que, diante da repercussão, chegou a preparar uma proposta legislativa para retirar formalmente o título de Lord Mandelson, caso ele não tivesse deixado voluntariamente a câmara alta do Parlamento. A ação demonstra a gravidade com que o governo trata o caso.

Investigação policial em andamento

Após a divulgação dos documentos, o Executivo britânico encaminhou um dossiê às autoridades policiais. O objetivo é apurar se houve crime no suposto repasse de informações a Epstein. A polícia confirmou que está analisando os materiais para avaliar se as condutas descritas alcançam o patamar necessário para a abertura de uma investigação criminal formal.

Segundo o porta-voz do governo, Tom Wells, parte dos dados compartilhados nos e-mails citados nos arquivos envolve “informações sensíveis ao mercado” relacionadas à crise de 2008 e seus desdobramentos. Essas informações, segundo ele, não deveriam ter circulado fora do ambiente governamental, reforçando a necessidade da investigação.

Reação do governo e preocupação com desdobramentos

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou a ministros que ficou “chocado” com o teor das revelações. Ele manifestou preocupação com a possibilidade de novos detalhes ainda emergirem dos arquivos de Epstein. A avaliação interna no governo é de que o caso pode gerar novos desgastes políticos.

O episódio envolve um aliado histórico dos trabalhistas e apresenta potenciais implicações institucionais e econômicas. Mandelson, que também é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, ainda não se pronunciou publicamente após a divulgação mais recente dos documentos, deixando o caso em aberto para novas informações e desdobramentos.

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