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Wall Street em Montanha-Russa: Trump Afirma Fim ‘Em Breve’ da Guerra no Irã, Petróleo Dispara e Inflação Fica em Segundo Plano

Mercados de Wall Street operam sem direção única após declarações de Trump sobre o Irã e alta do petróleo.

Os principais índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (11) em um cenário de incerteza, sem uma direção clara. A expectativa de um fim próximo para o conflito no Irã, anunciada pelo presidente Donald Trump, contrastou com a nova valorização do petróleo no mercado internacional, relegando os dados de inflação a um segundo plano.

O Dow Jones registrou queda de 0,61%, fechando aos 47.417,27 pontos. O S&P 500 também apresentou recuo, perdendo 0,08% e terminando o dia aos 6.775,80 pontos. Em contrapartida, a Nasdaq demonstrou resiliência, com uma leve alta de 0,08%, alcançando 22.716,13 pontos.

O conflito no Irã, que já se estende por 12 dias, intensificou as tensões globais. O comando militar iraniano atacou navios no Golfo Pérsico e alertou para a possibilidade do preço do petróleo atingir US$ 200 o barril, culpando os Estados Unidos pela desestabilização regional. Essa interrupção no fornecimento de energia já é considerada a pior desde os choques de petróleo da década de 1970, com o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, sob risco. Conforme informação divulgada na imprensa internacional, os contratos futuros do Brent, com vencimento em maio, fecharam em alta de 4,76%, a US$ 91,98 o barril.

Trump prevê fim rápido para o conflito, mas petroleiros reagem com alta

Em meio à escalada de tensões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra no Irã terminará “em breve”. Ele afirmou que as forças militares americanas atingiram 28 minas no país e que, quando ele desejar o fim do conflito, ele acabará. Trump também se mostrou confiante em relação a possíveis ataques apoiados pelo Irã em solo norte-americano, apesar de alertas do FBI sobre a ameaça de drones iranianos na costa oeste dos EUA.

Agência Internacional de Energia intervém para conter alta do petróleo

Na tentativa de mitigar a escalada nos preços do petróleo, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas. A medida envolve 32 países-membros e visa estabilizar o mercado em meio à forte valorização recente do barril de petróleo bruto.

Inflação em segundo plano: CPI dos EUA sobe 0,3% em fevereiro

Os dados macroeconômicos, como o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, ficaram em segundo plano diante do cenário geopolítico. O CPI registrou uma alta de 0,3% em fevereiro, acumulando 2,4% nos últimos 12 meses, segundo dados do Departamento do Trabalho. Embora não seja a principal métrica de inflação para o Federal Reserve (Fed), o CPI influencia as expectativas do mercado sobre a trajetória das taxas de juros. Atualmente, os traders apostam na retomada dos cortes de juros apenas em setembro, adiando a expectativa anterior de julho, devido aos receios de impactos inflacionários da guerra no Irã sobre os preços de energia.

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