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XP Investimentos Otimista com Construtoras de Baixa Renda: Cury (CURY3) é a Top Pick em Meio a Reformas e Novos Recursos

XP Investimentos vê cenário positivo para o setor de habitação de baixa renda, com Cury (CURY3) liderando as apostas.

A XP Investimentos reitera sua visão otimista para as empresas do setor de construção civil voltadas ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Em análise recente, a corretora elegeu a Cury (CURY3) como sua principal recomendação (top pick) dentro deste segmento, apostando em seu potencial de crescimento impulsionado por melhorias regulatórias e de financiamento.

A expectativa é que tanto a Cury quanto a Direcional (DIRR3) se beneficiem significativamente das recentes alterações no setor de baixa renda. Essas mudanças, focadas em aprimorar o acesso ao crédito e as condições de financiamento, tendem a impulsionar a demanda por imóveis populares.

A análise da XP, assinada pelos analistas Ygor Altero e João Rodrigues, aponta a Cury como uma das empresas mais bem posicionadas para capturar os benefícios do aumento de recursos destinados à habitação. O Fundo Social, principal fonte desses recursos, tem sua capacidade de investimento expandida, com projeções animadoras para os próximos anos, conforme divulgado pela XP Investimentos.

Cury se destaca com apoio do Fundo Social e isenção do Imposto de Renda

A Cury, em particular, é vista como uma beneficiária direta do potencial aumento de recursos para habitação provenientes do Fundo Social. Este fundo, que recebe royalties do petróleo pagos à União, tem potencial para destinar até R$ 30 bilhões para o setor habitacional em 2026, com foco na Faixa 3 do MCMV, onde a construtora possui forte atuação, segundo estimativas da XP.

Outro fator crucial destacado pela XP é a **reforma do Imposto de Renda**, em vigor desde o início de janeiro. A medida tem o potencial de **aumentar a renda disponível das famílias**, incentivando a formalização e ampliando a base de potenciais compradores de imóveis da Cury. A corretora estima que cerca de 20,4 milhões de pessoas com rendimentos entre R$ 2.824 e R$ 5 mil mensais agora estão isentas do imposto, um grupo que se torna mais elegível para a compra de imóveis.

Adicionalmente, a reforma pode incentivar cerca de 4,7 milhões de trabalhadores informais com rendimentos acima de R$ 5 mil a formalizar sua renda, o que pode elevar o valor venal permitido para financiamentos, conforme apontado pela XP.

Aprimoramentos no Minha Casa, Minha Vida impulsionam o setor

As perspectivas positivas também se estendem às possíveis alterações no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A XP Investimentos espera que a primeira reunião do Conselho Curador do FGTS, agendada para discutir mudanças no benefício habitacional, proponha **aumento nos limites de renda e nos tetos de preço** em todas as faixas do programa. Tais ajustes beneficiariam diretamente as construtoras que atuam no MCMV.

Além da Cury e da Direcional, o relatório da XP menciona que outras empresas como Tenda (TEND3), Plano & Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3) também são vistas como potenciais beneficiadas com as futuras alterações no programa habitacional.

Riscos e desafios para o setor de baixa renda

Apesar do cenário favorável, a XP Investimentos alerta para alguns riscos que podem impactar o setor. Entre eles, estão a **escassez de mão de obra**, pressões inflacionárias decorrentes de conflitos geopolíticos e o aumento dos preços do petróleo. A **deterioração fiscal** após as eleições de 2026 e um possível **aumento da competição** caso as condições macroeconômicas melhorem também são pontos de atenção.

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