Zema critica atuação de Toffoli e Moraes no caso Banco Master e convoca ato na Paulista
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou um vídeo contundente na noite deste domingo (22), direcionando críticas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O foco principal das acusações de Zema é a atuação dos ministros na investigação envolvendo o Banco Master, o que o levou a convocar uma manifestação popular para o próximo domingo, dia 1º de outubro, na Avenida Paulista, em São Paulo.
No vídeo, que tem pouco mais de um minuto de duração, Zema expressa sua indignação com o que ele descreve como a “farra dos intocáveis” no Brasil. Ele questiona os motivos por trás da pressão para encerrar a investigação do Banco Master, levantando suspeitas sobre a imparcialidade das autoridades envolvidas.
“Por que tem tanta pressão para parar a investigação do Banco Master?”, questiona Zema no início de sua fala, ressaltando que o país se tornou um palco onde “são os que mandam, mas não prestam contas, são os que julgam, mas não podem ser julgados, são os que vivem acima da lei.” A convocação para a manifestação surge como um apelo à participação popular para “resolver as coisas”.
Críticas a Toffoli e a origem de seu patrimônio
O governador mineiro dirigiu questionamentos específicos a Dias Toffoli, indagando sobre sua participação como sócio em um banco que, segundo Zema, deveria ser objeto de investigação. “O Toffoli já saiu do caminho. Mas como é que alguém vai julgar um banco do qual ele mesmo era sócio?”, questiona o governador, levantando dúvidas sobre a lisura do processo.
Zema também levantou suspeitas sobre a origem do patrimônio de Toffoli, um ministro que, segundo ele, sempre viveu de salário público. “Um ministro que sempre viveu de salário público arruma dinheiro para ser sócio de um resort de luxo? A conta, a gente sabe, não fecha”, afirmou o governador, sugerindo que há inconsistências financeiras que precisam ser esclarecidas.
Alexandre de Moraes e o contrato milionário
A atuação de Alexandre de Moraes também foi citada por Romeu Zema. O governador mencionou um “contrato de R$ 129 milhões” relacionado a serviços prestados ao Banco Master pelo escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci. Essa informação adiciona mais um elemento de controvérsia à investigação e às críticas de Zema.
Para Zema, a situação atual remete a momentos anteriores em que a população buscou mudanças, como na Operação Lava Jato. “O Brasil foi para a rua, o povo pressionou, nós acreditamos. Mas no fim, anularam tudo e a farra continuou”, lamentou o governador, expressando um sentimento de frustração com o desfecho de investigações passadas.
Apelo por um novo momento de mudança
Contudo, Zema demonstra uma esperança renovada com a convocação para o ato na Avenida Paulista. “Agora a história se repete, mas agora pode ser diferente”, declarou o governador, apostando na força da mobilização popular para promover uma mudança significativa no cenário político e jurídico do país.
A manifestação convocada por Zema visa pressionar por mais transparência e responsabilidade por parte das autoridades, especialmente em casos que envolvem figuras públicas e investigações financeiras complexas, como a do Banco Master.

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