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6 Criptomoedas em Destaque: Especialistas Revelam Quais Ativos Ignorar a Correção do Mercado em Junho

Mercado Cripto em Junho: Onde Investir em Meio à Volatilidade e Quedas Generalizadas

O mercado de criptomoedas atravessa um período desafiador em junho, com quedas generalizadas e saídas recordes de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. Em meio a esse cenário macroeconômico pressionado por tensões geopolíticas e o risco de inflação elevada, alguns ativos se destacam pela resiliência e potencial de valorização.

Especialistas consultados apontam a necessidade de foco em criptomoedas com infraestrutura consolidada e utilidade real, distanciando-se de apostas puramente especulativas. A seleção considera o desempenho recente e as perspectivas para o mês, identificando seis criptomoedas recomendadas por exchanges e casas de análise.

Apesar da tendência de baixa, Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) permanecem no radar, mas a surpresa fica com a Hyperliquid (HYPE), que apresenta ganhos expressivos no ano. Conforme informações divulgadas pelo InfoMoney, a escolha desses ativos considera a dinâmica de mercado, eventos futuros e a capacidade de cada projeto em se adaptar às condições atuais.

Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH): Pilares Defensivos em Mercado Instável

O Bitcoin (BTC), apesar de uma queda de -23,70% no ano, continua sendo o ativo mais indicado por seis especialistas. Sua natureza defensiva em momentos de correção o torna menos volátil que outras criptomoedas, atraindo investidores em fases de recuperação. Vinicius Bazan, embaixador da OKX, reforça a importância do BTC para acumulação gradual e de longo prazo.

Para junho, a reunião do banco central americano (Fed) nos dias 16 e 17 é um evento crucial, com qualquer sinalização sobre juros impactando diretamente o mercado cripto. O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda, é visto como um termômetro para a recuperação do mercado. Sua rede é fundamental para finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização de ativos reais.

A MEXC destaca uma atualização técnica da rede Ethereum, chamada Glamsterdam, como possível catalisador para junho, embora sua implementação possa ser postergada. A recuperação do mercado cripto tende a passar pelo Ethereum antes de se espalhar para outras moedas, segundo André Franco, CEO da Boost Research.

Hyperliquid (HYPE): O Destaque de Alta em Meio às Quedas

A Hyperliquid (HYPE) é o único ativo entre os recomendados com ganhos expressivos no ano, acumulando +185%. A plataforma descentralizada de negociação de contratos financeiros utiliza parte de sua receita para recomprar o token, gerando pressão de compra constante e atrelando o preço ao desempenho do negócio. Valter Rebelo, analista da Empiricus, cita o crescimento da negociação de commodities na plataforma como um vetor adicional.

Rebelo aponta que o mercado tradicional está migrando para a infraestrutura cripto por resolver problemas que os sistemas legados não conseguem mais ignorar. O lançamento de um fundo negociado em bolsa (ETF) focado no HYPE pela gestora Bitwise na NYSE, em junho, abre um canal regulado de acesso e reforça o interesse institucional.

Solana (SOL) e Avalanche (AVAX): Inovação e Escalabilidade em Foco

A Solana (SOL) se destaca pela capacidade de processar um grande volume de transações com rapidez e custos baixos, tornando-a competitiva para pagamentos e uso cotidiano. Francis Wagner, da Hurst Capital, ressalta que a atualização Alpenglow, em fase de testes, promete tornar as confirmações de transações ainda mais rápidas, entre 100 e 150 milissegundos.

A Avalanche (AVAX) foca em empresas e instituições financeiras, oferecendo soluções personalizadas com controle sobre operações através de subnets. Julián Colombo, da Bitso, aponta esse modelo como diferencial em um cenário de crescente relevância da regulação e conformidade. O desempenho do ativo, contudo, depende da adoção e execução do plano de desenvolvimento.

Chainlink (LINK): A Ponte Essencial para o Mundo Real

O Chainlink (LINK) atua como uma ponte confiável entre contratos inteligentes em blockchain e informações do mundo real, sendo essencial para aplicações financeiras sofisticadas. André Sprone, da MEXC, cita a BridgeTower, que tokenizou mais de US$ 11 bilhões em ativos usando a infraestrutura da Chainlink. Um avanço na regulamentação de ativos digitais nos Estados Unidos tende a beneficiar diretamente o LINK.

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