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Rogério Marinho Revela Voto Contra Messias para o STF e Acusa AGU de Criar ‘Ministério da Verdade’

Rogério Marinho critica indicação de Jorge Messias ao STF e levanta preocupações sobre liberdade de expressão.

Em uma sabatina acalorada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) declarou abertamente que votou contra a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração, feita nesta quarta-feira, 29, marcou um ponto de tensão no debate sobre a indicação de Messias, com Marinho apresentando argumentos contundentes contra a sua ascensão ao mais alto tribunal do país.

O senador fundamentou sua posição em críticas diretas à atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) em temas sensíveis, como o combate à desinformação, gerando repercussão imediata entre os presentes.

Conforme informação divulgada pelo portal de notícias do Senado, Rogério Marinho utilizou a obra clássica de George Orwell, “1984”, para ilustrar sua preocupação, comparando a atuação da AGU a um potencial “Ministério da Verdade”.

Críticas à AGU e a sombra de “1984”

O senador Rogério Marinho expressou forte descontentamento com o que ele percebe como um ativismo excessivo por parte da Advocacia-Geral da União. Segundo Marinho, a forma como a AGU tem lidado com a disseminação de informações falsas levanta sérias questões sobre a garantia da liberdade de expressão no Brasil.

A analogia com o “Ministério da Verdade”, presente na distopia de George Orwell, foi usada para enfatizar o receio do senador de que o órgão possa estar extrapolando seus limites, em uma busca por controlar narrativas e opiniões.

“Essa atuação levanta preocupações sobre a liberdade de expressão”, afirmou o senador, sinalizando que a postura da AGU sob a gestão de Jorge Messias pode configurar um risco à pluralidade de ideias.

“Inquéritos Intermináveis” e a concentração de poder

Além das críticas à AGU, Rogério Marinho direcionou seus questionamentos a Jorge Messias sobre os chamados “inquérritos intermináveis” que tramitam no STF. O senador argumentou que esses processos teriam resultado em uma concentração de poderes nas mãos de um único ministro.

Essa concentração, segundo a visão de Marinho, confere ao ministro em questão o status de “xerife do Brasil”, uma expressão forte que denota preocupação com o equilíbrio de poderes e a impessoalidade na aplicação da justiça.

A sabatina, portanto, não se limitou a avaliar a capacidade técnica de Messias, mas também a sua visão sobre o funcionamento das instituições e o respeito às garantias fundamentais.

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