Vice-prefeita afastada de Ribeira, em São Paulo, enfrenta denúncia grave do Ministério Público.
A vice-prefeita afastada de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo sob a acusação de desviar R$ 41,2 mil dos cofres públicos. O valor teria sido destinado ao pagamento de um suposto trabalho espiritual.
Segundo a denúncia, o objetivo desse ritual seria o de separar um coordenador municipal de Saúde de sua esposa, além de fazer com que a rival adoecesse. As investigações apontam para um relacionamento extraconjugal da política.
As informações divulgadas pelo g1 revelam detalhes chocantes sobre as supostas intenções por trás do desvio de verba. A contratada para o ritual, que atua em Fortaleza (CE), relatou à polícia os pedidos feitos pela vice-prefeita.
Detalhes da Denúncia e o Ritual Solicitado
De acordo com a mentora espiritual, que conheceu Juliana Maria Teixeira da Costa pelas redes sociais em agosto de 2024, o trabalho espiritual envolvia um ritual descrito como “casamento espiritual definitivo”. O principal objetivo, segundo ela, era garantir a separação do então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, de sua esposa.
A mentora afirmou ao g1 que o pedido incluía “dominação amorosa, afastamento da rival e o adoecimento da esposa dele”. O valor total combinado para o trabalho espiritual seria de R$ 380 mil, mas apenas R$ 41,2 mil foram pagos até o momento da denúncia.
Descoberta do Caso e Investigação do Ministério Público
O caso veio à tona após a própria mentora espiritual expor a situação publicamente. Ela decidiu cobrar o restante do valor após ser bloqueada por Juliana. Ao investigar quem era sua cliente, descobriu que ela ocupava o cargo de vice-prefeita.
Posteriormente, a mentora publicou nas redes sociais imagens relacionadas à negociação, incluindo um comprovante de pagamento vinculado à empresa W.F. Essa identificação chamou a atenção dos investigadores do Ministério Público.
Suspeita de Desvio de Recursos Públicos
Segundo o Ministério Público, a transferência do valor de R$ 41,2 mil teria sido realizada por uma empresa que mantinha contratos com a administração municipal de Ribeira. Essa conexão levanta fortes suspeitas de desvio de recursos públicos, caracterizando um crime contra a administração pública.
A investigação segue em andamento para apurar todas as circunstâncias do caso e a possível participação de outros envolvidos no esquema de desvio de verbas públicas.

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