Governo anuncia aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% a partir de quarta-feira, 24 de julho.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), confirmou neste sábado (20) que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% na próxima quarta-feira, dia 24 de julho. A medida, segundo Alckmin, trará benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia, com a expectativa de uma redução perceptível no preço da gasolina já com o início da nova proporção.
Essa elevação da mistura obrigatória de etanol anidro é vista pelo governo como uma estratégia fundamental para ampliar o consumo de biocombustíveis no país e, consequentemente, diminuir a necessidade de importação de gasolina, tornando o mercado interno menos suscetível às flutuações do preço do petróleo no cenário global. A declaração foi feita durante um evento do setor ferroviário em Dom Aquino, Mato Grosso.
Este será o segundo aumento consecutivo no teor de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, o percentual já havia subido de 27% para 30%, após a comprovação da viabilidade técnica da expansão da mistura por meio de testes conduzidos em conjunto pelo governo e pelo setor produtivo. Conforme informação divulgada pelo vice-presidente, o aumento visa beneficiar o consumidor e a balança comercial brasileira.
Benefícios econômicos e ambientais em destaque
O governo argumenta que a maior participação do etanol na composição da gasolina tem o potencial de reduzir o preço final do combustível para o consumidor. Além disso, a medida busca diminuir a exposição do mercado brasileiro às oscilações das cotações internacionais do petróleo e seus derivados, conferindo maior estabilidade aos preços internos. A meta é impulsionar a economia do setor de biocombustíveis e fortalecer a matriz energética nacional.
Histórico de aumentos e viabilidade técnica
A decisão de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro para 32% segue uma linha de ações já iniciadas. Em junho de 2025, o percentual passou de 27% para 30%. Essa mudança foi precedida por testes rigorosos, conduzidos tanto pelo governo quanto pelo setor sucroalcooleiro, que atestaram a viabilidade técnica da ampliação da mistura sem comprometer o desempenho dos veículos. A confiança na tecnologia e na capacidade de produção do etanol brasileiro embasa essa nova elevação.
Alckmin ressalta pioneirismo brasileiro na mistura de etanol
Geraldo Alckmin destacou que a nova proporção de 32% de etanol na gasolina colocará o Brasil em uma posição de vanguarda mundial. “Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina”, afirmou, ressaltando a importância da medida para o meio ambiente e a economia. A expectativa é que o país se consolide ainda mais como líder global na produção e uso de biocombustíveis, promovendo um ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável.
Impacto na redução de preços e na dependência externa
A expectativa de redução no preço da gasolina é um dos pontos mais celebrados da nova medida. Ao aumentar a participação de um combustível de produção nacional e com custos potencialmente menores que o derivado de petróleo, o governo acredita que o consumidor sentirá o impacto positivo diretamente no bolso. A diminuição da dependência de importações de gasolina também fortalece a soberania energética do país e o protege de crises internacionais no setor de petróleo.

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