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ToggleReal tem forte queda no mercado futuro após eleição de Lula; Dólar pode disparar nesta segunda-feira
A moeda brasileira registrou uma queda acentuada de mais de 11% no mercado futuro da CME, em Chicago, na noite deste domingo, 25 de outubro. A desvalorização ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segundo turno, um resultado que contrariou as expectativas do mercado, que apostava em outros cenários com base nas últimas pesquisas de intenção de voto.
Por volta das 21h50, o contrato do real com vencimento em novembro apresentava uma queda de 10,59%, com um volume significativo de negociações. Essa movimentação já indicava um forte sentimento de aversão ao risco entre os investidores em relação à economia brasileira sob o novo governo.
Especialistas do mercado financeiro já projetam um cenário de grande volatilidade para esta segunda-feira, 26 de outubro, com uma possível disparada do dólar frente ao real. A expectativa é de que o Banco Central precise intervir para tentar estabilizar a moeda.
Dólar pode abrir pregão acima de R$ 5,30 e BC deve intervir
Marcos Weight, diretor de Tesouraria da Travelex Bank, avalia que o dólar à vista tende a abrir o pregão regular desta segunda-feira já com um valor superior a R$ 5,30. Ele também prevê a realização de leilões tanto de dólar quanto na curva de juros futuros (DIs).
“O Banco Central deve intervir com venda de moeda à vista”, afirmou Weight, indicando a necessidade de ações por parte da autoridade monetária para conter a volatilidade e a desvalorização do real. A intervenção do BC é vista como crucial para trazer um pouco de calma aos mercados.
Volatilidade no câmbio e juros futuros são esperadas
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também espera um dia de grande instabilidade no mercado de câmbio e na curva de juros futura. Ele alerta para um possível estresse no mercado de títulos públicos, reflexo da incerteza econômica gerada pelo resultado eleitoral.
Sung projeta que o câmbio deve se manter em torno de R$ 5,40 de forma sustentada em 2027. Ele argumenta que, embora o crescimento econômico possa ser um pouco maior, a inflação brasileira tende a ser mais persistente no mesmo período. Isso limitaria a margem de manobra do Banco Central para promover cortes na taxa de juros.
Mercado reage negativamente à reeleição e projeta cenário de incerteza
A reação negativa do mercado futuro à reeleição de Lula demonstra a preocupação de investidores com as políticas econômicas que podem ser implementadas nos próximos anos. A **desvalorização do real** e a **expectativa de alta do dólar** são sinais de que a incerteza política e econômica impacta diretamente a confiança dos agentes financeiros.
A **volatilidade no mercado de câmbio** e a pressão sobre a **curva de juros futuros** podem afetar o custo do crédito e os investimentos no país. A necessidade de intervenção do Banco Central reforça a percepção de um cenário desafiador pela frente, exigindo atenção redobrada dos analistas e do governo.

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