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BTG Pactual eleva preço-alvo da Aura Minerals (AURA33) para US$ 87 e aposta em “mudança de regime” no preço do ouro

BTG Pactual eleva preço-alvo da Aura Minerals (AURA33) e aposta em “mudança de regime” no preço do ouro

O BTG Pactual revisou o preço-alvo da Aura Minerals (AURA33), elevando-o de US$ 48 para US$ 87 por ação, reiterando a recomendação de compra. Com as ações negociadas a US$ 69,25, o banco projeta um potencial de valorização de 25,6% nos próximos 12 meses, sem considerar os dividendos.

A análise, conduzida pelos economistas Leonardo Corrêa e Marcelo Arazi, aponta que o atual rali do ouro está transformando a percepção do setor. O banco não considera este movimento como um ciclo passageiro, mas sim como uma “mudança de regime”.

Essa nova fase do ouro é justificada pela sua crescente importância estratégica em um cenário global marcado por elevados déficits fiscais, tensões geopolíticas e a busca por diversificação em relação ao dólar. Conforme informação divulgada pelo BTG Pactual, essa visão se baseia na interpretação de que o aumento do preço do ouro tem características de “mudança de regime”.

Ouro em “mudança de regime” e volatilidade no radar

Apesar do otimismo, os analistas alertam que essa alta “vem ao custo de maior volatilidade”, e que recuos acentuados (“pullbacks violentos”) não devem ser descartados no curto prazo. Essa volatilidade é uma característica inerente a mercados em transição.

O principal impulsionador da nova projeção do preço-alvo é a revisão das premissas do BTG para o preço do ouro. O banco está “marcando a mercado” e elevando suas estimativas em cerca de 20%, com uma curva de preço projetada em US$ 5.000 por onça entre 2026 e 2031, com uma tendência de “desvanecimento” para US$ 4.500 por onça no longo prazo (em termos reais).

Bancos Centrais e demanda estrutural impulsionam o ouro

O relatório destaca ainda a crescente compra de ouro por bancos centrais. Estimativas de consultorias indicam que essa demanda pode retirar aproximadamente 25% da oferta anual de mineração do mercado “free float”, criando uma demanda estrutural menos sensível ao preço. Esse movimento estratégico dos bancos centrais é um fator crucial para a sustentação dos preços.

Além do cenário favorável para o metal, o BTG Pactual reforça que a tese de investimento na Aura Minerals combina outros fatores positivos. Entre eles, destaca-se o crescimento da produção, com dois novos ativos previstos para integrar o portfólio em 2026.

Aura Minerals: crescimento, baixo risco e dividendos

A companhia tem o potencial de “quase dobrar” sua produção nos próximos anos, com uma visão de longo prazo próxima a 600 mil onças. O banco também projeta dividendos trimestrais consistentes, com um yield estimado entre 6% e 8% ao longo do ciclo.

“A Aura oferece um raro pacote de crescimento de produção, baixo risco de balanço e retorno via dividendos, com pagamentos trimestrais”, ressalta o documento do BTG Pactual. Essa combinação de fatores torna a Aura Minerals uma opção atrativa no setor.

Valuation com espaço para “re-rating”

Do ponto de vista do valuation, o BTG Pactual acredita que ainda há espaço para um “re-rating” das ações da Aura Minerals. Isso porque a companhia ainda negocia com desconto em duas métricas importantes: P/NAV (preço sobre valor líquido dos ativos) e EV/Ebitda (valor da empresa sobre lucro operacional).

No P/NAV, a ação está sendo negociada a 0,8x, o que significa que o mercado paga cerca de 80% do valor líquido estimado dos ativos. Já o EV/Ebitda para 2026, em 4,6x, sugere uma precificação considerada baixa frente ao Ebitda projetado.

Por essas razões, os analistas consideram plausível um P/NAV “confortavelmente acima de 1,0x”, indicando um potencial de valorização adicional para os acionistas da Aura Minerals (AURA33).

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