Braskem (BRKM5) enfrenta desafios no 1º trimestre de 2026 com queda nas vendas e pressão sobre margens
A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas da América Latina, divulgou seu relatório operacional referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), apresentando um cenário de **desafios em suas operações no Brasil**. A companhia registrou uma **queda nas vendas de resinas e principais químicos**, além de uma **pressão significativa sobre os seus spreads**, indicadores cruciais de rentabilidade.
Os números divulgados na noite de terça-feira (5) indicam um **desempenho inferior em comparação com o mesmo período do ano anterior**. A diminuição no volume de vendas e a deterioração das margens levantam questões sobre a capacidade da empresa em manter seus níveis de lucratividade.
O mercado está atento às próximas movimentações da Braskem para entender como a empresa pretende reverter esse quadro. Acompanhe os detalhes sobre os resultados e as projeções para os próximos trimestres.
Vendas de Resinas e Químicos em Declínio no Brasil
No Brasil, as **vendas de resinas da Braskem totalizaram 782 mil toneladas** no 1T26, o que representa uma **queda de 3%** em relação ao primeiro trimestre de 2025. Da mesma forma, a comercialização de **principais químicos recuou 2%**, atingindo 622 mil toneladas no período. Essa retração nas vendas domésticas reflete um ambiente de mercado desafiador para a companhia.
Margens de Lucro Sob Pressão no Mercado Brasileiro
Além da queda no volume de vendas, a Braskem também enfrentou uma **piora nas suas margens de lucro no Brasil**. Os **spreads dos principais químicos caíram expressivos 12%**, enquanto os **spreads de resinas apresentaram um recuo de 6%** na comparação anual. Essa compressão nas margens impacta diretamente a rentabilidade da operação brasileira.
Utilização de Unidades e Desempenho Internacional
A taxa de utilização de eteno no Brasil encerrou março em 69%, um patamar **abaixo dos 74% observados no 1T25**. Esse indicador sugere uma menor eficiência operacional ou uma demanda reduzida no mercado doméstico. Em contrapartida, as operações nos Estados Unidos e Europa apresentaram uma taxa de utilização de 79%, superior aos 74% de um ano antes. No entanto, as vendas na região recuaram em volume, totalizando 496 mil toneladas, e o spread médio de polipropileno (PP) caiu 2%, para US$ 368 por tonelada.
No México, o cenário foi ainda mais desafiador, com uma **queda de 25% nas vendas de polietileno (PE)**, que somaram 140 mil toneladas. A taxa de utilização também despencou para 55%, ante 79% no 1T25. Apesar disso, os spreads de PE registraram um leve avanço de 1%, alcançando US$ 824 por tonelada.
Contexto de Mercado e Fatores Operacionais
A Braskem atribuiu o desempenho do trimestre a um **crescimento global moderado e ao avanço gradual da desinflação**, porém, com aumento da volatilidade a partir de março devido a tensões no Oriente Médio. A empresa ressaltou que esses eventos não tiveram impacto material em seus resultados. No Brasil, o aumento da utilização das centrais petroquímicas foi impulsionado pela normalização após paradas de manutenção. Já no México, a queda na produção esteve ligada à menor oferta de etano e restrições operacionais da Braskem Idesa. A companhia também citou **pressões de mercado sobre preços e margens**, influenciadas por fatores como o custo do petróleo, gás natural e insumos petroquímicos ao longo do trimestre.

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