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Citrini Research: Relatório “Crise de Inteligência Global de 2028” prevê colapso econômico por excesso de IA e “PIB Fantasma”

Relatório da Citrini Research lança alerta sobre “Crise de Inteligência Global de 2028” e seus impactos na economia

Um documento vindo de uma fonte pouco conhecida, a Citrini Research, está causando grande repercussão nos mercados financeiros globais. Intitulado “A Crise de Inteligência Global de 2028”, o relatório não é uma previsão tradicional, mas sim uma simulação detalhada de como o entusiasmo excessivo com a inteligência artificial (IA) pode, paradoxalmente, desencadear um colapso econômico sistêmico.

A análise, escrita sob a perspectiva de um futuro observador, descreve um cenário onde o avanço acelerado da IA transforma radicalmente o mercado de trabalho, os padrões de consumo e o sistema financeiro. Esses desdobramentos, segundo o estudo, já começam a ser sentidos nas bolsas de valores, gerando o chamado “AI scare trade”, que levou o índice S&P 500 a registrar quedas significativas.

Conforme detalhado no extenso material da Citrini, a pesquisa aponta para um período inicial de euforia entre 2025 e 2026, com o S&P 500 atingindo patamares recordes. Ao mesmo tempo, demissões de profissionais de alta renda eram interpretadas como um sinal de expansão de margens. No entanto, a Citrini alerta para um fenômeno preocupante: o “PIB Fantasma”.

O Paradoxo do “PIB Fantasma” e a Queda na Velocidade do Dinheiro

A Citrini Research argumenta que a produtividade gerada pelas máquinas de IA pode não se traduzir em riqueza circulante na economia real. Esse fenômeno é descrito como “PIB Fantasma”, uma riqueza que aparece nas contas nacionais, mas que não impulsiona o consumo. “De todas as formas, a IA estava superando as expectativas, e o mercado era a IA. O único problema… a economia não era”, aponta a visão simulada da Citrini.

A análise sugere que, enquanto as empresas reduzem custos com pessoal para investir em IA, a velocidade de circulação do dinheiro despenca. Isso ocorre porque “máquinas não gastam dinheiro em bens de consumo”, impactando diretamente a demanda.

IA Dizimando Intermediários e Gerando Risco Sistêmico

Um dos pontos mais fortes do relatório é a previsão da destruição da camada de intermediação na economia. Setores que dependem de processos mais lentos ou da complexidade humana, como corretores de imóveis, consultores financeiros e até aplicativos de entrega, perderão sua vantagem. Agentes de IA, operando 24 horas por dia, otimizarão decisões de compra e eliminarão custos de intermediação.

Essa transformação não poupará o setor de pagamentos. Agentes de IA poderão priorizar stablecoins em detrimento de taxas de cartão de crédito, explicando a recente queda nas ações de empresas como Visa e Mastercard. A crise iniciada no setor de software (SaaS) pode rapidamente se tornar sistêmica.

O Setor de Software e a Sombra de uma Nova Crise Imobiliária

A ameaça aos modelos de licenciamento de software é real, com a redução de equipes pelos clientes. Contudo, isso seria apenas o começo. As empresas que investiram em IA para cortar custos podem ter alimentado uma espiral negativa, onde o desemprego de alta renda corrói a base de consumo. “As empresas incumbentes não resistiram [à tecnologia] porque não podiam se dar ao luxo de fazê-lo”, reflete a simulação.

Talvez o ponto mais alarmante seja a análise do mercado imobiliário americano de US$ 13 trilhões. Diferente de 2008, a crise de 2028 pode atingir tomadores de empréstimos com histórico de crédito excelente, que simplesmente perderam seus altos salários para a automação. A questão que se impõe é: “as hipotecas prime são seguras?”

A Realidade da Produtividade da IA e a Necessidade de Ação

Embora o cenário seja hipotético, a mensagem da Citrini Research para os investidores é clara: a produtividade da IA é genuína, mas o mecanismo de distribuição dessa riqueza para o consumo humano está falho. O sistema financeiro, otimizado para um mundo com pouca inteligência de máquina, luta para precificar um cenário de abundância e baixo custo de IA.

“Como investidores, ainda temos tempo para avaliar quanto de nossos portfólios é construído com base em suposições que não sobreviverão. Como sociedade, ainda temos tempo para sermos proativos”, conclui a análise, incentivando uma reflexão sobre o futuro moldado pela inteligência artificial.

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