Receita Federal divulga balanço de janeiro com recorde de arrecadação
A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu a marca de R$ 325,71 bilhões em janeiro, conforme divulgado pela Receita Federal. Este valor representa um **crescimento real de 3,56%** em comparação com o mesmo período do ano anterior, descontada a inflação. A Receita Federal destacou que este é o **maior resultado mensal registrado desde 2011**, mesmo considerando a inflação acumulada.
O montante ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções do mercado, que esperavam R$ 326,100 bilhões, com estimativas variando entre R$ 322 bilhões e R$ 332,6 bilhões. Em dezembro do ano anterior, a arrecadação havia sido de R$ 292,724 bilhões.
Os resultados positivos em janeiro foram impulsionados por diversos fatores, incluindo um **aumento expressivo de 32,56% na arrecadação do IRRF-Rendimentos do Capital**, que somou R$ 14,683 bilhões. A Receita Previdenciária também apresentou um desempenho notável, com R$ 63,459 bilhões arrecadados, configurando um **crescimento real de 5,48%**.
Principais impulsionadores da arrecadação federal em janeiro
O crescimento da Receita Previdenciária, segundo a Receita Federal, deve-se a fatores como a **alta de 3,89% na massa salarial em termos reais**, um **aumento de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional**, e um **incremento de 17,02% no volume de compensações tributárias**.
Outro ponto de destaque foi a **arrecadação com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)**, que totalizou R$ 8,009 bilhões, apresentando um **acréscimo real impressionante de 49,05%**. A Receita Federal atribuiu essa alta às operações de câmbio relacionadas à saída de moeda estrangeira, operações de crédito e títulos e valores mobiliários, decorrentes de alterações na legislação do tributo.
O PIS/Pasep e a Cofins, juntos, arrecadaram R$ 56,005 bilhões, com um **crescimento real de 4,35%**. Esse desempenho é explicado, em parte, pelo **aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE)** e de **3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE)**, comparando dezembro de 2025 com dezembro de 2024.
Mudanças legislativas e seu impacto na arrecadação
No final do ano anterior, o Congresso Nacional aprovou medidas que impactaram a arrecadação, como os **aumentos nas alíquotas para fintechs e casas de apostas (bets)**, além de alterações em Juros sobre Capital Próprio (JCP). Um projeto aprovado também reduziu benefícios fiscais em 10%.
Especificamente para as fintechs, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foi elevada de 9% para 12%, com projeção de atingir 15% a partir de 2028. A Receita Federal incluiu a **alta no IOF como um componente significativo** da arrecadação total de janeiro, refletindo o impacto dessas mudanças legislativas e decisões judiciais.
A Receita Federal ressaltou que a elevação do IOF ocorreu após a edição de decretos governamentais que aumentaram as alíquotas, mesmo com a derrubada parcial pelo Congresso e a posterior manutenção por decisão do STF. Uma Medida Provisória (MP) editada para compensar o recuo no aumento do tributo foi derrubada pelo Congresso em outubro.

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