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Ações de Companhias Aéreas Globais em Montanha-Russa: Conflito no Oriente Médio Impacta Voos e Lucros

Ações de companhias aéreas globais apresentam volatilidade com o conflito no Oriente Médio.

As ações de companhias aéreas experimentaram um desempenho misto nesta quinta-feira (5), refletindo a complexa teia de eventos desencadeada pelos recentes ataques no Oriente Médio. Enquanto algumas empresas aéreas viram suas ações se recuperarem impulsionadas pelo aumento de voos de repatriação, outras sofreram quedas devido ao consequente aumento nos preços do petróleo, impactando diretamente o mercado global de aviação.

A instabilidade na região levou governos a organizar uma mobilização sem precedentes para o retorno de dezenas de milhares de cidadãos. O conflito crescente entre Estados Unidos e Irã resultou no fechamento de grande parte do espaço aéreo regional, aumentando o risco de mísseis atingirem aeronaves comerciais e forçando a reconfiguração de rotas aéreas.

A situação provocou um aumento expressivo nas decolagens do Aeroporto Internacional de Dubai, que mais que dobraram na quarta-feira, segundo dados do Flightradar24. Essa retomada gradual de atividades no centro de viagens, um dos mais movimentados do mundo, ocorre após uma paralisação forçada pelo conflito. No entanto, os níveis de operação ainda estão significativamente abaixo do normal, e a normalização completa do transporte aéreo global, incluindo o de carga, que também foi prejudicado, deve levar tempo, afetando o transporte de produtos perecíveis e peças de aeronaves. Conforme informação divulgada pelo Flightradar24, a interrupção da aviação global deve levar algum tempo para se normalizar.

Companhias Aéreas Asiáticas e Europeias Sentem o Impacto

Após quedas acentuadas desde o início dos confrontos, ações de companhias como Cathay Pacific Airways, Qantas Airways e Korean Air Lines apresentaram recuperação, diminuindo as perdas acumuladas na semana. Contudo, a Japan Airlines registrou queda de 1%. As principais companhias aéreas chinesas, incluindo Air China, China Eastern Airlines e China Southern Airlines, tiveram seus papéis negociados em baixa, com perdas entre 1% e 4% em Hong Kong e Xangai.

Na Europa, a Air France-KLM observou uma leve alta, enquanto Lufthansa, IAG (controladora da British Airways) e Ryanair registraram quedas. A Wizz Air, que já havia alertado para um impacto de US$ 58 milhões em seus lucros devido ao conflito, viu suas ações recuarem 6%. Gary Ng, economista sênior da Natixis, destacou a sensibilidade das companhias asiáticas à situação no Irã, dada a exposição em rotas e custos energéticos, ressaltando que qualquer notícia sobre o fim da guerra pode alterar rapidamente o sentimento do mercado.

Voos de Repatriação e Rotas Aéreas Seguras

Em meio à crise, companhias como Emirates e Etihad Airways estão operando um número limitado de voos a partir de Dubai e Abu Dhabi, utilizando corredores aéreos considerados seguros pelos Emirados Árabes Unidos. Um porta-voz da Emirates confirmou a operação de um horário reduzido até novo aviso, com mais de 100 voos programados para partir de Dubai nas quintas e sextas-feiras, transportando passageiros e carga.

A Qatar Airways anunciou a retomada de voos limitados de apoio a passageiros retidos, partindo de Muscat, em Omã, para seis destinos europeus, incluindo Londres, Berlim e Roma, e de Riade para Frankfurt. Estes representam os primeiros voos da companhia desde o fechamento de seu hub em Doha no sábado, após os ataques ao Irã, segundo o Flightradar24. Na manhã de quinta-feira, voos da Emirates com destino a Sydney, Hong Kong, Paris, Amsterdã, Toronto e Mumbai partiram de Dubai, embora a maioria dos serviços permanecesse cancelada.

Esforços Internacionais de Repatriação

O governo dos Estados Unidos organizou um voo fretado para trazer americanos de volta do Oriente Médio, com outros voos em planejamento. Desde 28 de fevereiro, mais de 17.500 cidadãos americanos foram repatriados. O Canadá também informou que está providenciando voos fretados para repatriar seus cidadãos que se encontram retidos em voos comerciais na região, demonstrando a dimensão global do esforço para garantir a segurança de seus nacionais em meio à escalada de tensões.

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