Grupo SBF (SBFG3) divulga balanço do quarto trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 162,4 milhões, apresentando uma queda de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem líquida também recuou, saindo de 7,8% para 6,7%.
Apesar do recuo no lucro líquido, o Grupo SBF, controlador da Centauro e da Fisia (operadora da Nike no Brasil), apresentou um crescimento expressivo na receita líquida consolidada, que atingiu R$ 2,43 bilhões no trimestre, um avanço de 11,8% em comparação com o quarto trimestre de 2024. Esse resultado foi impulsionado pelo forte desempenho de suas duas principais unidades de negócio.
O aumento das despesas financeiras, decorrente de uma dívida média maior e juros mais elevados, juntamente com pressões operacionais ligadas ao crescimento da operação, foram os principais fatores que impactaram o lucro da companhia. Estes custos adicionais contrabalancearam o aumento da receita.
O Grupo SBF, dono da Centauro, detalhou que o resultado foi influenciado por diversos fatores, incluindo a expansão de suas operações e o cenário econômico. Conforme divulgado pela companhia, a receita líquida consolidada demonstrou resiliência, enquanto a estrutura de custos exigiu atenção.
Centauro e Fisia impulsionam receita com crescimento em canais físicos e digitais
A Centauro, principal bandeira do grupo, registrou uma receita líquida de R$ 1,28 bilhão no 4T25, o que representa um aumento de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi sustentado tanto pelas lojas físicas quanto pelo canal digital, com um crescimento de same store sales de 15,7%. Isso reflete uma melhora no fluxo de clientes nas lojas, um aumento no ticket médio e um crescimento nas principais categorias de produtos oferecidos.
As lojas físicas da Centauro apresentaram um crescimento de 15%, enquanto o canal digital avançou 18,7%. Esse crescimento digital foi beneficiado, em especial, pelo aumento nas vendas de calçados para corrida e pelo desempenho positivo durante a Black Friday, uma data crucial para o varejo.
A Fisia, responsável pela operação da Nike no Brasil, também apresentou resultados robustos, com uma receita líquida de R$ 1,38 bilhão no trimestre, um aumento de 13,1% na comparação anual. O crescimento ocorreu em todos os canais de venda, com destaque para a expansão do canal de atacado, que apresentou melhorias significativas no nível de serviço e no atendimento aos clientes, conforme apontado no documento divulgado.
Rentabilidade pressionada por despesas e aumento do endividamento
Apesar do avanço na receita, a rentabilidade do Grupo SBF foi impactada. O lucro bruto consolidado somou R$ 1,15 bilhão, um crescimento de 10,2%, mas a margem bruta recuou para 47,5%, uma queda de 0,7 ponto percentual na base anual. O Ebitda ajustado (ex-IFRS) totalizou R$ 224,6 milhões, uma retração de 4,9%, com margem de 9,3%, recuando 1,6 ponto percentual.
A companhia explicou que o Ebitda foi pressionado pela contração da margem bruta e pelo aumento das despesas com vendas, especialmente nas linhas de pessoal e publicidade, que estão diretamente ligadas à expansão da operação. Estes são custos inerentes ao crescimento e investimento em novas frentes.
Outro fator que pesou significativamente no resultado do Grupo SBF foi o aumento das despesas financeiras. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 71,9 milhões no trimestre, uma piora de cerca de 14% em relação ao ano anterior. Este cenário reflete o maior nível de endividamento médio da companhia e o ambiente de juros mais elevados no país.
Dívida líquida mais que dobra e fecha 2025 em R$ 678 milhões
Ao final de 2025, a dívida líquida do Grupo SBF atingiu R$ 678 milhões, um aumento expressivo de 129,3% em relação a 2024. Esse movimento foi explicado principalmente pela necessidade de um maior capital de giro para sustentar o crescimento acelerado da operação e pelo aumento dos investimentos realizados ao longo do ano, que demandaram mais recursos financeiros.
No consolidado de 2025, o Grupo SBF registrou uma receita líquida de R$ 7,7 bilhões, representando um crescimento de 8,2% na comparação anual. O lucro líquido ajustado (ex-IFRS) alcançou R$ 427,6 milhões, com uma alta de 2,4%, e a margem líquida ficou em 5,5%, demonstrando os desafios em manter a rentabilidade em um cenário de custos crescentes e endividamento elevado.

O Pra Quem Investe é um portal dedicado a transformar informação financeira em conhecimento acessível. Aqui, você encontra notícias, análises, insights e conteúdos educativos criados para ajudar investidores — iniciantes ou experientes — a entender o mercado, tomar decisões mais seguras e construir um futuro financeiro sólido. Nosso objetivo é simplificar o mundo dos investimentos e mostrar, na prática, como uma boa gestão financeira pode mudar vidas.













