Ouro em baixa: Fed mantém juros e conflito no Oriente Médio pesa no metal
O ouro encerrou a sessão de quarta-feira (29) com uma desvalorização de 1%, negociado a US$ 4.561,5 por onça-troy na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York. A queda foi influenciada pela expectativa de manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), que confirmou a manutenção do intervalo entre 3,50% e 3,75%, e pela falta de avanços nas negociações entre Irã e Estados Unidos.
A prata também sentiu o impacto, encerrando em baixa de 2,3%, a US$ 71,569. O metal dourado acompanhou a deterioração do sentimento de risco nos mercados globais. O impasse nas negociações entre os dois países e o endurecimento da postura norte-americana reforçaram as perspectivas de que o conflito no Oriente Médio está longe de uma solução.
Conforme informações da imprensa internacional, os Estados Unidos planejam manter o bloqueio naval contra o Irã, enquanto Teerã alerta para uma resposta “sem precedentes” caso suas embarcações continuem sendo apreendidas. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã “não consegue se acertar” e precisa “ficar esperto logo”. Nesse cenário, o ouro recuou para a faixa de US$ 4.500, o menor patamar em quase um mês, conforme divulgado em matérias jornalísticas.
Tensão no Oriente Médio e o impacto no preço do ouro
O conflito entre Irã e Estados Unidos tem sido um dos principais fatores a influenciar o comportamento do ouro. Segundo análise do Saxo Bank, tanto o ouro quanto a prata vêm se desvalorizando desde o início do conflito. A razão, segundo o banco, não é um enfraquecimento nos fundamentos de longo prazo dos metais, mas sim uma mudança abrupta no cenário macroeconômico devido à guerra com o Irã.
A curto prazo, o mercado continua focado nas negociações entre os dois países. A reabertura do Estreito de Ormuz, que poderia levar a uma queda nos preços do petróleo, é vista pelo Saxo Bank como o “maior catalisador de alta” para os metais preciosos.
Juros nos EUA e o mercado de metais
No front econômico, a manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve era amplamente esperada pelo mercado e se confirmou. A decisão do Fed de manter os juros inalterados, com o intervalo entre 3,50% e 3,75%, tem implicações diretas para o mercado de metais. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a tornar o dólar mais atraente, o que pode pressionar o preço de commodities como o ouro, que são precificadas em dólar.
Ainda na esfera econômica, o Comitê Bancário do Senado dos EUA aprovou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do banco central americano, aguardando votação em plenário. Essa nomeação também pode gerar expectativas sobre futuras decisões de política monetária.
Perspectivas para o ouro no curto prazo
O preço do ouro, que atingiu seu nível mais baixo em quase um mês, reflete a **incerteza geopolítica** e as expectativas econômicas. A resolução do conflito no Oriente Médio e as futuras decisões do Federal Reserve serão cruciais para determinar a trajetória do metal precioso nos próximos meses.
Investidores estarão atentos a quaisquer sinais de progresso nas negociações entre Irã e EUA, bem como a quaisquer indicações sobre os próximos passos do Fed em relação às taxas de juros. A volatilidade no preço do ouro deve continuar sendo uma característica marcante no cenário atual.

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