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Goldman Sachs eleva projeção do petróleo Brent para US$ 85 em 2026 e alerta para riscos no Estreito de Ormuz

Goldman Sachs aumenta projeção do petróleo Brent para US$ 85 em 2026 e aponta riscos geopolíticos

O Goldman Sachs elevou sua previsão para o preço do barril de petróleo Brent em 2026, de US$ 77 para US$ 85. Para o petróleo WTI, a expectativa subiu de US$ 72 para US$ 79 no mesmo período. As projeções para o quarto trimestre deste ano também foram ajustadas para cima.

Essas revisões refletem uma análise detalhada dos fatores que influenciam o mercado de petróleo, incluindo tensões geopolíticas, níveis de estoque e a dinâmica da oferta e demanda global. O banco destaca a importância de monitorar eventos que possam impactar o fluxo de petróleo.

A análise do Goldman Sachs considera diversos componentes para a formação do preço do Brent, desde fatores independentes de conflitos até o impacto de estoques e o posicionamento do mercado em relação a riscos geopolíticos. Conforme informação divulgada pelo banco, o preço projetado para o Brent em 2026 é composto por US$ 62 de fatores descolados do conflito no Irã, US$ 9 ligados ao aumento de estoques e efeitos de mercado, US$ 4 de aumento previsto nos preços futuros e US$ 5 de riscos geopolíticos e rotação de ativos.

Impacto do Estreito de Ormuz e cenários de preço

O Goldman Sachs fundamenta suas novas projeções em premissas sobre a continuidade dos fluxos no Estreito de Ormuz. O banco agora assume que esses fluxos permanecerão em apenas 5% dos níveis normais por um período estendido de seis semanas, seguido por uma recuperação gradual. Além disso, reconhece os riscos associados a uma alta concentração de produção e capacidade ociosa, o que pode levar a estoques estratégicos estruturalmente maiores.

Para os meses de março e abril, o Goldman Sachs agora espera que o preço do Brent atinja uma média de US$ 110 por barril, um aumento significativo em relação à estimativa anterior de US$ 98. Especificamente para abril, a previsão é de US$ 115 por barril, contra os US$ 85 projetados anteriormente. Essa elevação antecipada reflete a expectativa de um prêmio de risco crescente no curto prazo.

O banco também delineou cenários mais adversos. Se o fechamento do Estreito de Ormuz restringir o fluxo de petróleo a 5% dos níveis normais por 10 semanas, os preços poderiam variar entre US$ 105 (cenário adverso) e US$ 135 por barril (cenário extremamente adverso). Em um cenário adverso, com a recuperação da oferta no Oriente Médio, o Brent poderia estabilizar em US$ 100 no final de 2026. Já em um cenário extremamente adverso, com perdas persistentes de 2 milhões de barris por dia na produção do Oriente Médio, o preço do Brent dispararia antes de convergir para US$ 115 no quarto trimestre de 2026.

Riscos de baixa e fatores geopolíticos

Apesar das projeções elevadas, o Goldman Sachs também aponta para riscos de baixa. Um desses riscos é o potencial encerramento da ação militar por parte dos Estados Unidos, o que poderia levar a uma redução no prêmio de risco do petróleo. Embora não seja o cenário base, o banco não descarta a possibilidade de restrições às exportações de petróleo nos EUA, o que poderia aumentar ainda mais a diferença de preços entre o WTI e o Brent.

Essas projeções e análises destacam a complexidade do mercado de petróleo e a influência significativa de fatores geopolíticos nas suas flutuações. O Goldman Sachs enfatiza a necessidade de um prêmio de risco crescente para destruir demanda e se proteger de eventuais escassezes em cenários de perturbações prolongadas na oferta.

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