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Haddad pede “delação qualificada” de Daniel Vorcaro, cita “pecado original” no Banco Master e alfineta Campos Neto

Haddad cobra rigor em delação de Daniel Vorcaro e aponta falhas na fiscalização do Banco Master

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, manifestou sua expectativa de que a eventual delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, seja conduzida com alta qualidade técnica. Em entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira (23), Haddad enfatizou a importância de que cada afirmação feita por Vorcaro seja sustentada por indícios concretos, evitando que a colaboração se torne uma ferramenta leviana contra adversários.

O petista também direcionou críticas à gestão do Banco Central (BC) durante o período em que Roberto Campos Neto ocupou a presidência. Segundo Haddad, diversas decisões tomadas por Campos Neto teriam beneficiado diretamente a instituição financeira de Vorcaro, sugerindo um possível ponto de partida para as irregularidades que vieram à tona.

A declaração de Haddad surge em um momento delicado, após sua saída do Ministério da Fazenda para focar na disputa pelo governo paulista. O cenário político se adensa com a iminente candidatura de Haddad contra o atual governador Tarcísio de Freitas, e as investigações sobre o Banco Master podem se tornar um elemento relevante no debate público.

“Pecado Original” no Banco Master e críticas a Campos Neto

Haddad foi enfático ao afirmar que as fraudes no Banco Master tiveram seu início durante a administração de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. “Temos que jogar luz neste pecado original. Não que os outros pecados sejam de menor importância, mas todos foram derivados desse. Tudo começou ali”, declarou o ex-ministro, ressaltando a gravidade das ações.

O ex-ministro classificou o escândalo bilionário como um “grave delito contra a economia popular”. Ele expressou frustração com a dificuldade de parte da imprensa e da opinião pública em distinguir o período de início das fraudes, que, segundo ele, antecedem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad defende um “recorte” temporal para contextualizar as responsabilidades.

Expectativa por “delação qualificada”

Ao abordar a possibilidade de delação de Daniel Vorcaro, Haddad reiterou seu desejo por um processo transparente e embasado. “Eu oro para acontecer é que essa delação seja feita da forma mais qualificada tecnicamente, que toda afirmação seja acompanhada de indícios que corroboram a narrativa. Que não seja uma coisa leviana contra inimigos”, disse o pré-candidato.

A postura de Haddad sinaliza uma preocupação com a seriedade das investigações e com a necessidade de evitar que o processo de delação seja instrumentalizado politicamente. A expectativa é que, com indícios robustos, a verdade sobre as operações do Banco Master venha à tona de forma clara e inequívoca.

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