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ToggleAção da Vivara (VIVA3) despenca após balanço do 3º trimestre; o que o mercado não gostou?
As ações do grupo Vivara (VIVA3) sofreram uma forte desvalorização no pregão desta sexta-feira, após a divulgação do balanço financeiro referente ao terceiro trimestre. O desempenho abaixo das expectativas do mercado levou os papéis a níveis não vistos desde março, tornando-se o ativo com o pior desempenho no Ibovespa em determinado momento do dia.
A companhia, conhecida por suas joias e acessórios, apresentou resultados que levantaram questionamentos entre investidores e analistas. A queda inicial nas ações foi significativa, embora tenha diminuído de intensidade ao longo do dia, indicando uma reavaliação do cenário por parte dos participantes do mercado.
A divulgação dos números do terceiro trimestre trouxe um misto de resultados, com alguns indicadores em alta, mas outros apresentando recuos relevantes. A análise detalhada desses dados é crucial para entender a reação negativa do mercado e as perspectivas futuras para a Vivara.
Lucro líquido em queda e Ebitda ajustado recua no 3º trimestre
Conforme informação divulgada pela companhia, o grupo Vivara registrou um lucro líquido de R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre. Este valor representa uma queda de 38,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, um dos principais pontos de atenção para os investidores.
O Ebitda ajustado, que mede a geração operacional de caixa da empresa, também apresentou um recuo. Foi de R$ 132,7 milhões, o que representa uma diminuição de 22,4% na comparação anual, após a exclusão de créditos referentes ao ano passado. Essa métrica é vista como um termômetro da saúde financeira e operacional da empresa.
Receita operacional líquida avança, mas vendas em lojas comparáveis desaceleram
Em contrapartida, a receita operacional líquida da Vivara mostrou um crescimento, alcançando R$ 692,9 milhões, uma alta de 4,3%. As vendas nas mesmas lojas, um indicador importante do desempenho orgânico do varejo, cresceram 4,4%.
No entanto, essa expansão nas vendas em lojas comparáveis representa uma desaceleração significativa em comparação com o ritmo de 10,7% registrado um ano antes. Essa perda de velocidade nas vendas orgânicas é um dos fatores que mais preocupam o mercado.
Margem bruta pressionada e analistas apontam desafios
A margem bruta reportada pela Vivara ficou em 65,0%, abaixo dos 71,3% observados no terceiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, essa queda é um reflexo dos lançamentos de produtos no período e de uma base de comparação mais alta do ano anterior.
Analistas da XP destacaram que o Ebitda foi impactado pelo repasse moderado dos preços em meio à queda nas cotações do ouro, o que afetou a receita do segmento de joias. Embora a Vivara considere a pressão nas margens como temporária, a dinâmica de preços e margens no quarto trimestre será crucial, com a empresa indicando que implementou aumentos de preços recentemente.
Já os analistas do Itaú BBA apontaram a desaceleração das vendas nas mesmas lojas como um ponto negativo, sugerindo que a empresa pode ter perdido parte de sua competitividade no trimestre. Há preocupações sobre o desempenho da Life e da Vivara em um cenário de consumo potencialmente mais conservador em 2027.

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