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Azul (AZUL3) Retorna ao Jogo em NY: CEO Revela Lema ‘Earn the Right to Grow’ Após Recuperação Judicial

Azul (AZUL3) Retorna ao Jogo em NY: CEO Revela Lema ‘Earn the Right to Grow’ Após Recuperação Judicial

A Azul (AZUL3) marca um novo capítulo em sua história com a estreia de suas ações na New York Stock Exchange (NYSE) e o anúncio de um momento de fortalecimento e diversificação. O CEO da companhia, John Rodgerson, destacou em Nova York o lema da empresa: ‘earn the right to grow’, que significa conquistar o direito de crescer.

Após concluir com sucesso seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) em menos de um ano, a Azul emerge com um balanço patrimonial robusto e fontes de receita mais diversificadas. O executivo enfatizou que a companhia opera agora com uma alavancagem de apenas 2,4 vezes, um ponto de partida considerado excelente.

“Saímos do processo com alavancagem de apenas 2,4 vezes, um excelente ponto de partida. Além disso, continuamos operando uma companhia aérea capaz de gerar muito Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), e forte fluxo de caixa operacional”, afirmou Rodgerson. A declaração foi feita durante o Azul Day, evento que celebra a nova fase da empresa em Nova York.

Um Novo Momento de Crescimento Sustentável

Rodgerson explicou que, após superar um período de forte pressão financeira pós-pandemia, com alta de juros e conflitos geopolíticos, a Azul focará agora em crescimento sustentável. Ele lembrou que, no passado, a empresa crescia a taxas de dois dígitos anualmente, mas hoje o negócio é visto como menos arriscado.

Apesar da ambição de voltar a crescer, o CEO ressaltou que 2024 não é um ano de expansão. “Na verdade, nossa capacidade está menor em relação ao ano passado, e acreditamos que este é o momento certo para isso”, disse. A estratégia é clara: gerar caixa para, então, reconquistar o direito de expandir.

“Hoje temos um modelo de negócios muito mais sustentável. Existe um lema dentro da Azul: ‘earn the right to grow’ (conquistar o direito de crescer, em tradução livre). E esse direito é conquistado gerando caixa. À medida que geramos caixa, conquistamos o direito de voltar a crescer”, detalhou Rodgerson.

Azul: Maior, Mais Rentável e Menos Endividada

O CEO também ressaltou o crescimento expressivo da Azul em dez anos desde seu IPO. A companhia é hoje três vezes maior em receita, quase quatro vezes maior em Ebitda e, notavelmente, menos alavancada. Isso representa um “excelente ponto de partida para novos investidores”, segundo ele.

“Quando abrimos o capital, em 2016, a Azul valia aproximadamente US$ 2 bilhões em valor de mercado. Em menos de quatro anos, elevamos esse valor para cerca de US$ 5 bilhões, entregando aquilo que prometemos ao mercado”, ponderou. A empresa retorna a um patamar semelhante, mas com uma estrutura mais sólida e geradora de caixa.

O Potencial Continental do Brasil e Diferenciais da Azul

Rodgerson destacou o enorme potencial do mercado brasileiro, um país de dimensões continentais com vastas oportunidades para a aviação. Ele apontou a malha aérea da Azul, que atende 137 cidades, como um diferencial competitivo claro. O concorrente mais próximo opera em cerca de 60 cidades, deixando aproximadamente 80 cidades atendidas exclusivamente pela Azul.

Nas rotas internacionais, a Azul também se destaca, sendo a única companhia a oferecer voos internacionais a partir de aeroportos como Viracopos, Confins e Recife para os Estados Unidos, enquanto outras concentram suas operações em São Paulo e Rio de Janeiro. Essa abrangência geográfica permite à Azul operar em mercados onde pode liderar e obter rentabilidade, fortalecendo seu modelo de negócios em momentos de pressão.

Chapter 11 e Parcerias Estratégicas

A conclusão do processo de recuperação judicial em 20 de fevereiro representou uma redução de cerca de US$ 1,1 bilhão em dívidas e uma diminuição de aproximadamente 40% no endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves. Os pagamentos anuais de juros também foram reduzidos em mais de 50%.

O processo contou com aportes de US$ 100 milhões cada da American Airlines e United Airlines. A United, já parceira e acionista, teve o aporte aprovado pelo Cade. A American Airlines aguarda aval do órgão antitruste. “A United é nossa parceira há mais de 12 anos e já faz parte do nosso conselho de administração. Em breve, esperamos receber também a American Airlines para nos ajudar a construir uma companhia ainda mais forte”, concluiu Rodgerson.

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