Banco do Brasil (BBAS3) Divulga Balanço: Expectativas Apontam para Lucro Reduzido e Desafios Persistentes
O Banco do Brasil (BBAS3) encerra a temporada de divulgação de resultados dos grandes bancos nesta quarta-feira (13). Após alguns trimestres marcados pela pressão nos balanços, especialmente devido à deterioração do crédito rural, as projeções indicam que a instituição financeira ainda deve apresentar números negativos em seu próximo relatório.
A atenção do mercado se volta para a capacidade do BB em reverter cenários adversos, como a pressão nas provisões para perdas com empréstimos e a desaceleração em outras linhas de negócio. Acompanhe os detalhes e as projeções de importantes casas de análise.
A divulgação do balanço do Banco do Brasil é aguardada com expectativa, pois trará um panorama mais claro sobre os impactos da conjuntura econômica, especialmente no setor do agronegócio, e a gestão de riscos da instituição. Conforme informações divulgadas por analistas de mercado.
Pressão nas Provisões e Lucro em Declínio, Segundo Goldman Sachs
O Goldman Sachs projeta que as provisões do Banco do Brasil permaneçam sob pressão. Os analistas esperam uma contração no lucro antes dos impostos, com uma queda estimada de -19% em comparação com o quarto trimestre de 2025 e um recuo expressivo de -53% na comparação anual. Esse resultado fraco é atribuído a uma combinação de menor receita líquida de juros (-3% trimestre a trimestre), impactada principalmente pelos resultados da tesouraria, e um aumento nas provisões para perdas com empréstimos (+4% ante o 4T25).
O Banco do Brasil continua a absorver o impacto da deterioração no agronegócio, além das crescentes preocupações com o crédito corporativo e de varejo. Embora o banco tenda a ser menos afetado pela sazonalidade das tarifas, a expectativa é de que a alíquota efetiva de imposto, mesmo que negativa em 8%, seja menos benéfica do que os -20% registrados no 4T25. Assim, o Goldman Sachs projeta que os lucros recorrentes diminuam 30% trimestre a trimestre (-45% na base anual), com o ROE caindo para 8,5%, ante 12,4% no 4T25 e 16,2% no 1T25.
Itaú BBA Aponta Trimestre Mais Desafiador para o BB
Na visão do Itaú BBA, o Banco do Brasil enfrentará o trimestre mais desafiador entre os grandes bancos. Embora a carteira de empréstimos deva apresentar uma desaceleração, as despesas com provisões deverão permanecer elevadas, em torno de R$ 17,4 bilhões. Este cenário é impulsionado pela deterioração em estágio em todas as carteiras de crédito.
A projeção do BBA para o lucro líquido é de R$ 3,6 bilhões, o que implica um modesto ROE de 7,5%. O início fraco do ano exigirá uma aceleração substancial nos lucros para atingir a meta anual de R$ 22 a R$ 26 bilhões para 2026, sendo que a projeção da casa é de R$ 21 bilhões. O crescimento da carteira deve ser moderado, com receita pressionada e custos ligeiramente acima da inflação.
BTG Pactual e BBI Concordam com Expectativa de Resultado Fraco
O BTG Pactual também ressalta a expectativa de um resultado fraco, com lucro líquido estimado entre R$ 3,0 bilhões e R$ 3,5 bilhões, abaixo do consenso de mercado. Essa projeção é pressionada por uma menor margem financeira e provisões ainda elevadas. O desempenho sequencial deve apresentar queda relevante em relação ao trimestre anterior, que foi beneficiado por um efeito tributário não recorrente.
O BTG Pactual avalia que a visão sobre os resultados do Banco do Brasil se deteriorou desde o início do ano, com risco crescente de frustração também no segundo trimestre, especialmente diante da piora nas condições do agronegócio. A qualidade dos ativos segue como principal preocupação, com inadimplência em alta no agro e provisões elevadas. A visibilidade de recuperação permanece limitada, e o valuation atual não se mostra atrativo frente ao histórico.
O BBI prevê um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, o que representa uma queda de 34% em relação ao trimestre anterior e de 49% na comparação anual, cerca de 12% abaixo das projeções de mercado. A expectativa é de retração da receita no comparativo trimestral, principalmente por menor margem financeira com o mercado, enquanto a margem com clientes deve ficar estável. As provisões devem continuar elevadas, com receitas de tarifas menores por sazonalidade e despesas operacionais amplamente estáveis, levando a uma queda de 5% do lucro antes de impostos.

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