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BBI Alerta: Resultados 1T26 Fracos no Brasil, Mas Oportunidades na B3 com Preços em Queda e Juros Favoráveis

Bolsa Brasileira Apresenta Sinais de Oportunidade Apesar de Resultados do 1T26 Abaixo do Esperado

A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) no Brasil chegou ao fim, e os dados apresentados foram, em geral, mais fracos do que as expectativas iniciais. Setores como energia e materiais básicos conseguiram mascarar um desempenho abaixo do esperado em uma parcela significativa das ações brasileiras listadas no índice MSCI Brazil, além do Mercado Livre (BDR: MELI34).

O sentimento dos investidores parece ter esfriado consideravelmente, com vendas ocorrendo de forma indiscriminada, independentemente se as empresas superaram ou não as estimativas. Essa reação generalizada, segundo analistas do Bradesco BBI, pode representar uma oportunidade para investidores com visão de longo prazo.

O Bradesco BBI aponta que, apesar da fragilidade geral, há espaço para revisões positivas nos lucros de empresas dos setores financeiro, Petrobras (PETR4) e Embraer (EMBJ3), além de uma oportunidade específica no Mercado Livre. Conforme informação divulgada pelo Bradesco BBI, a venda indiscriminada de ações após a divulgação dos resultados pode esconder uma oportunidade para o investidor.

Desempenho Setorial e Impacto das Commodities

O setor financeiro, o maior da economia brasileira, atuou como um peso negativo devido a provisões antecipadas. No entanto, essa estratégia pode trazer benefícios futuros para o lucro por ação (EPS) com o “reset” da curva da Selic, a taxa básica de juros. Por outro lado, as commodities foram as grandes responsáveis por sustentar os resultados, com o setor de energia apresentando uma surpresa positiva de mais de 17%, impulsionada pela Petrobras. O primeiro trimestre capturou apenas parte do pico do preço do Brent, indicando que ainda há potencial de melhora.

O setor de materiais básicos, embora com lucro líquido abaixo do esperado, mostrou margens resilientes nos Estados Unidos e um foco positivo em devolução de capital aos acionistas. A fraqueza nas ações domésticas é vista como concentrada no curto prazo e não como um ponto terminal. A antecipação de provisões no setor financeiro, por exemplo, pode se beneficiar da curva de juros.

Oportunidades Estratégicas e Visão de Longo Prazo

A reação negativa e generalizada do mercado aos resultados, mesmo em empresas com desempenho positivo, reflete um arrefecimento do sentimento em relação ao Brasil. Para os estrategistas do BBI, isso configura uma oportunidade contrária, especialmente com catalisadores futuros ligados a juros, eleições e a expectativa de resultados agregados melhores no segundo trimestre. O Mercado Livre é apontado como uma oportunidade chave, com a expectativa de alívio na compressão deliberada de suas margens.

A Petrobras deve se beneficiar de um trimestre completo com preços de petróleo elevados e da monetização de seu backlog de exportações. A Embraer, por sua vez, pode ganhar com menor impacto negativo de tarifas em estoques e antecipação de pedidos da família E2. O resultado de intermediação financeira dos bancos também deve ser impulsionado pela reprecificação da curva de juros.

Brasil Continua Sendo uma Aposta de Compra

O Bradesco BBI mantém uma posição de overweight (exposição acima da média de mercado) para o Brasil dentro da América Latina. O país é visto como um mercado acionário bottom up, onde valuation e o câmbio impulsionam a performance no curto prazo, enquanto os catalisadores de juros e o ciclo eleitoral ganham destaque. Os lucros tendem a se tornar um terceiro pilar de alta no segundo semestre, à medida que a atividade econômica doméstica se estabiliza e os cortes de juros se acumulam.

O banco destaca que o Brasil se beneficia da rotação global de capital, com valuation atrativo em ações e câmbio, além da opcionalidade ligada ao ciclo de afrouxamento monetário e político. O foco de portfólio inclui nomes sensíveis a juros como Localiza (RENT3), Assaí (ASAI3) e Cyrela (CYRE3), empresas de capital markets como BTG Pactual (BPAC11) e XP (BDR: XPBR31), e companhias com influência estatal como Banco do Brasil (BBAS3), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), além de ações de longa duração como Rumo (RAIL3).

O BBI também demonstra interesse em ações de crescimento que foram desvalorizadas e ficaram “órfãs de ETF”, como Nubank (BDR: ROXO34) e Mercado Livre. Essas empresas representam oportunidades de investimento com potencial de recuperação e valorização.

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