Berkshire Hathaway Realiza Mudanças Estratégicas no Portfólio do 1º Trimestre
A Berkshire Hathaway, conglomerado liderado por Warren Buffett, protagonizou um período de intensa atividade em seu portfólio de ações durante o primeiro trimestre. A empresa surpreendeu ao aumentar significativamente sua participação na gigante da tecnologia Alphabet e ao iniciar uma nova e expressiva posição na companhia aérea Delta Air Lines.
Em contrapartida, a Berkshire Hathaway optou por se desfazer de diversas participações importantes, incluindo nomes de peso como Mastercard, Visa, Aon e UnitedHealth Group. Essa movimentação, divulgada em relatório trimestral 13-F, indica uma reorientação estratégica e uma adaptação às dinâmicas do mercado financeiro.
Este foi um dos trimestres mais dinâmicos já registrados para o portfólio de ações da Berkshire. As mudanças refletem, em parte, a saída do gestor Todd Combs, que administrava cerca de US$ 15 bilhões de um total superior a US$ 300 bilhões e assumiu um novo cargo em dezembro. Conforme informação divulgada no relatório 13-F, a Berkshire Hathaway demonstrou uma clara estratégia de reajuste.
Alphabet e Delta: As Novas Queridinhas da Berkshire
Um dos movimentos mais notáveis foi a ampliação da aposta na Alphabet, controladora do Google. A participação da Berkshire saltou de quase 18 milhões de ações no final do ano anterior para aproximadamente 58 milhões de ações em 31 de março. Essa nova posição agora avaliada em cerca de US$ 23 bilhões demonstra a confiança da empresa no setor de tecnologia.
Outra novidade expressiva é a entrada da Berkshire no setor aéreo, com a aquisição de quase 40 milhões de ações da Delta Air Lines. Essa nova posição, com valor aproximado de US$ 3 bilhões, já mostra sinais positivos, com as ações da Delta reagindo favoravelmente no mercado após o anúncio.
Desinvestimentos Significativos e Redução em Gigantes do Petróleo
O primeiro trimestre também foi marcado por vendas expressivas. A Berkshire Hathaway negociou cerca de US$ 24 bilhões em ações, ao mesmo tempo em que realizou compras totalizando US$ 16 bilhões. A maior parte das aquisições foi direcionada para Alphabet e Delta, conforme detalhado no relatório 10-Q divulgado em 2 de maio.
Entre os desinvestimentos, destaca-se a redução na participação da Chevron, uma das maiores empresas de petróleo do mundo. A Berkshire vendeu cerca de 46 milhões de ações, diminuindo sua posição para 84 milhões de ações. Essa operação pode ter gerado cerca de US$ 8 bilhões em vendas para a gigante do petróleo no período.
Novas Posições Menores e Aumento em Setores Específicos
Além das grandes movimentações, a Berkshire Hathaway também iniciou uma pequena posição de 3 milhões de ações na Macys, avaliada em cerca de US$ 55 milhões. Em outra frente, a empresa triplicou sua participação no New York Times, elevando suas ações para 15 milhões, um investimento que agora supera US$ 1 bilhão.
A companhia também reforçou seu investimento em empresas do setor imobiliário, aumentando sua posição nas ações classe A da Lennar de 7 milhões para 10 milhões de ações no primeiro trimestre. Essas adições, embora menores em valor comparadas às grandes apostas, mostram um interesse em diversificar o portfólio.
Mudanças na Gestão e Futuro do Portfólio
As recentes alterações no portfólio da Berkshire Hathaway também estão ligadas a mudanças na estrutura de gestão. A saída de Todd Combs abriu espaço para que o gestor Ted Weschler ganhasse mais autonomia, agora administrando cerca de 6% do portfólio de ações, um aumento em relação a 2025. O CEO Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett, agora supervisiona todo o portfólio, embora Buffett permaneça como presidente do conselho (chairman) e ainda possa influenciar decisões de investimento.

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