CDB vira o queridinho do investidor brasileiro em 2025, superando a poupança e somando R$ 1,33 trilhão em aplicações. Veja os motivos da ascensão e quem mais lucrou.
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) deixaram de ser uma opção secundária e se tornaram a estrela da carteira de investimentos do brasileiro em 2025. Ao final do ano, o montante aplicado nesses títulos bancários atingiu a impressionante marca de R$ 1,33 trilhão, segundo dados divulgados pela Anbima. Esse crescimento expressivo consolida o CDB como o principal destino do capital de muitos investidores.
A ascensão dos CDBs é ainda mais notável quando comparada à trajetória da poupança, que registrou uma queda de 1,1% no mesmo período, encerrando 2025 com R$ 961,4 bilhões. O movimento reforça uma tendência clara: a migração do investidor para alternativas de renda fixa que oferecem maior rentabilidade, especialmente em um cenário de juros elevados.
O protagonismo dos CDBs não se restringe a um nicho específico. O investimento se tornou a escolha número um em todas as regiões do Brasil, do Norte ao Sul, demonstrando sua ampla aceitação entre diferentes perfis de investidores, com destaque para o varejo tradicional e o varejo de alta renda. Esses dados, coletados pela Anbima, pintam um retrato de como as preferências de investimento do brasileiro estão mudando rapidamente.
CDBs lideram o crescimento e desbancam a poupança
Em 2025, os CDBs não apenas alcançaram um volume expressivo, mas também lideraram o crescimento nominal entre os principais produtos financeiros. O estoque aplicado nesses títulos avançou R$ 288 bilhões em um único ano, representando uma alta de 27,7% em relação a 2024. Esse desempenho contrasta fortemente com a performance da caderneta de poupança, que viu seu saldo diminuir.
A facilidade de acesso e a rentabilidade atraente são fatores cruciais para essa popularidade. Luciane Effting, presidente do fórum de distribuição da Anbima, aponta três pilares para o sucesso dos CDBs: a simplicidade para investir, a disponibilidade em qualquer banco, a existência de opções com liquidez diária que democratizaram o acesso, e uma rentabilidade anual de cerca de 15%, obtida com baixo risco.
O perfil do investidor de CDBs no Brasil
A maior fatia dos investimentos em CDBs está concentrada no chamado **varejo tradicional**, apelidado de “povão”, que detém 47,6% do estoque total desses títulos. Esse segmento representa a maioria dos brasileiros que buscam segurança e bom retorno em seus investimentos.
Em seguida, o **varejo de alta renda** absorveu 41,8% dos CDBs. Essa parcela de investidores, com maior poder aquisitivo, também reconhece os benefícios e a solidez oferecida por esses certificados bancários. A pequena parcela restante, 10,6%, pertence aos investidores de altíssimo patrimônio, o segmento private.
Onde os super-ricos investem seu dinheiro?
Enquanto o varejo abraça os CDBs, os investidores de altíssimo patrimônio, conhecidos como super-ricos (private), concentram seus investimentos em outras classes. De acordo com a Anbima, as duas principais escolhas desse grupo são **ações** e **títulos isentos de imposto de renda**. Essa preferência reflete uma estratégia voltada para maior potencial de valorização e benefícios fiscais.
É importante notar a segmentação de patrimônio definida pela Anbima para classificar os investidores. Em 2025, o ticket médio para o segmento private era de R$ 15,8 milhões, para alta renda de R$ 137,3 mil, e para o varejo tradicional de R$ 14,9 mil. Essa distinção ajuda a entender as diferentes estratégias de alocação de recursos.
Outros investimentos em alta em 2025
Além do expressivo avanço dos CDBs, outros produtos financeiros também se destacaram em 2025. Os **fundos de renda fixa** e os **títulos isentos** registraram aumentos significativos em seus volumes totais, com R$ 223 bilhões e R$ 191 bilhões, respectivamente. Esses resultados demonstram um apetite crescente por investimentos com boa rentabilidade e segurança.
Na análise percentual, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) apresentaram o maior crescimento, com uma alta de 122,8% em um ano, alcançando um volume total de R$ 52 bilhões. Outros investimentos que chamaram a atenção foram os ETFs, com um aumento de 47,8%, e os títulos públicos, que cresceram 43,4%.

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