Ciro Gomes lança pré-candidatura ao governo do Ceará, mira segurança e critica gestão petista
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) oficializou neste sábado, 16, em Fortaleza, sua pré-candidatura ao governo do Ceará. Retornando ao PSDB, partido pelo qual foi governador na década de 1990, Ciro declarou que convidará o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), para compor sua chapa como vice.
Em seu discurso, Ciro Gomes enfatizou que os pilares de sua candidatura são a “lealdade e gratidão”, e dirigiu críticas contundentes aos que administraram o estado nos últimos dez anos, classificando-os como “frouxos”. A gestão atual e a anterior, ambas do PT, foram alvo de seus ataques, com foco especial na segurança pública.
O ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), governou o Ceará por dois mandatos, de 2015 a 2022. Desde 2023, Elmano de Freitas (PT) ocupa o cargo de governador. Conforme divulgado em reportagem, Ciro Gomes criticou a falta de contratação de delegados de polícia durante os últimos dez anos, afirmando que “nenhum” foi contratado, e que o povo cearense vive “aterrorizado” com o domínio de facções criminosas.
Alianças inusitadas e críticas à segurança pública
Durante o evento de lançamento, Ciro Gomes justificou suas alianças com antigos adversários pela magnitude do desafio que se apresenta. Ele elogiou o deputado federal André Fernandes (PL), a quem chamou de “jovem talento” e “grande deputado”, demonstrando uma aproximação com alas bolsonaristas. Outra aliança destacada foi com o Capitão Wagner (União Brasil), que deve concorrer ao Senado, com o objetivo declarado de “libertar o Ceará do mal maior”.
O pré-candidato admitiu que não planejava disputar o governo estadual, classificando seu desempenho nas eleições presidenciais de 2022 como uma “humilhação”. “Eu virei candidato, mas não era meu plano nem de longe, que eu já estou na idade de me aquietar”, declarou Ciro, referindo-se à sua terceira colocação em Sobral, sua cidade natal, como um fato doloroso.
Metas para o Senado e cenário eleitoral
Ciro Gomes delineou duas missões principais para seus candidatos ao Senado: “endurecer as leis frouxas” para combater o crime organizado e “colocar um freio nesse lado apodrecido do Supremo Tribunal Federal”. O ex-senador Tasso Jereissati esteve presente no evento e também discursou, mencionando a recusa de Ciro em concorrer à Presidência este ano.
Um levantamento da pesquisa Genial/Quaest, divulgado no fim de abril, indica um cenário eleitoral favorável a Ciro Gomes no Ceará. Sem a presença de Camilo Santana no primeiro turno, Ciro aparece com 41% das intenções de voto, superando o atual governador Elmano de Freitas (PT), com 32%. Contudo, com Camilo Santana no cenário, o petista lidera com 40%, ante 33% de Ciro.
Em um possível segundo turno contra Camilo Santana, Ciro Gomes aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Santana detém 44%, um empate técnico dentro da margem de erro. Em um confronto direto contra Elmano de Freitas, Ciro mostra vantagem numérica, com 46% contra 35%.

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