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Goldman Sachs eleva Usiminas para Compra: Ação de Aço no Brasil é a Principal Aposta com Potencial de Alta de 9,3%

Goldman Sachs vê Usiminas como aposta principal no setor de aço brasileiro, elevando recomendação e preço-alvo.

O Goldman Sachs anunciou uma mudança significativa em sua visão sobre as ações da Usiminas (USIM5), elevando a recomendação de neutra para compra. A decisão reflete uma forte convicção na melhora do cenário para o setor de aço no Brasil e no posicionamento estratégico da Usiminas para capitalizar essa recuperação.

Adicionalmente, o banco ajustou o preço-alvo das ações em 12 meses, passando de R$ 6,60 para R$ 10,50. Este novo valor representa um potencial de valorização de aproximadamente 9,3% em relação ao último fechamento do mercado. Os papéis da Usiminas já demonstram um desempenho robusto, com uma alta de 60,70% acumulada no ano e 76% nos últimos 12 meses.

Essa revisão da recomendação pelo Goldman Sachs é impulsionada por uma perspectiva mais construtiva em relação à dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro de aço. A expectativa é que empresas com maior alavancagem operacional, como a Usiminas, se beneficiem diretamente da recuperação dos preços domésticos. As informações foram divulgadas pelo banco de investimento.

Menos aço importado e preços em alta sustentam otimismo

O cenário para o setor de aço no Brasil começa a mostrar sinais claros de inflexão, segundo o Goldman Sachs. Após anos de pressão decorrente do aumento das importações, especialmente da Ásia, o mercado começa a se reequilibrar. Dados apresentados pelo banco indicam uma queda expressiva de 42% nas importações de aço em abril, na comparação mensal, revertendo uma tendência de crescimento contínuo.

Este movimento é resultado de uma série de fatores, incluindo o reforço de barreiras comerciais no país, como o aumento de tarifas, a implementação de cotas e medidas antidumping. Paralelamente, os custos globais e os gargalos logísticos também contribuem para o cenário. O frete marítimo da Ásia para o Brasil, por exemplo, teve seu custo dobrado após o início do conflito no Oriente Médio, enquanto os preços internacionais do aço também registraram elevação.

Esses fatores combinados devem continuar a limitar a entrada de aço importado, abrindo espaço para reajustes de preços no mercado doméstico. A expectativa é que essa tendência se consolide, beneficiando diretamente os produtores nacionais.

Usiminas se destaca como principal beneficiária da recuperação

Diante deste cenário promissor, o Goldman Sachs aponta a Usiminas como uma das empresas mais bem posicionadas para se beneficiar da recuperação dos preços do aço. A companhia apresenta uma elevada alavancagem operacional, o que significa que um pequeno aumento nos preços do aço pode gerar um impacto significativo em seus resultados financeiros.

Para cada 1% de aumento nos preços do aço, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Usiminas tende a crescer cerca de 8%. Este percentual é consideravelmente superior ao de concorrentes como CSN e Gerdau. Além disso, aproximadamente 70% do EBITDA da Usiminas está concentrado no segmento de aço no Brasil, tornando a empresa altamente sensível às condições do mercado local.

O banco projeta novos reajustes de preços ao longo do segundo semestre de 2026, somando-se aos dois aumentos já implementados neste ano. Com isso, o Goldman Sachs estima um crescimento expressivo nos resultados da Usiminas, com o EBITDA podendo avançar entre 49% e 107% em 2026-2027, quando comparado a 2025.

Revisões de lucro e valuation atrativo reforçam recomendação de compra

Em virtude da melhora nas perspectivas, o Goldman Sachs elevou suas projeções de EBITDA para a Usiminas em até 70% para os próximos anos. Essas novas estimativas ficam entre 13% e 30% acima do consenso de mercado, indicando um otimismo ainda maior por parte do banco.

Apesar da recente valorização das ações da Usiminas, que já acumulam altas expressivas, o Goldman Sachs ainda enxerga espaço para ganhos adicionais. As ações permanecem negociando a múltiplos considerados descontados, variando entre 3,3x e 4,8x o EV/EBITDA para 2026-2027, um patamar inferior à média histórica de aproximadamente 6x.

A combinação de revisões positivas de lucro e um valuation ainda atrativo, na visão dos analistas, consolida a ação da Usiminas como uma oportunidade de investimento em um momento de virada para o setor siderúrgico. O banco também reconhece riscos, como uma possível retomada mais forte das exportações chinesas ou incertezas macroeconômicas, mas considera que o balanço sólido da empresa e a tendência de melhora estrutural no setor sustentam a recomendação de compra.

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