Azzas 2154 (AZZA3) em Alerta: Liminar Judicial Interfere na Gestão e Mantém Jatahy no Cargo de CBO
O mercado de moda acompanha de perto a tensão entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman, figuras centrais na Azzas 2154. Uma decisão liminar da Justiça, referente a uma ação cautelar pré-arbitral movida por Jatahy, determinou a manutenção da estrutura operacional e do modus operandi das unidades de vestuário feminino e masculino da empresa. A medida, que corre em segredo de Justiça, visa impedir mudanças significativas na gestão e operação das áreas.
A ação judicial foi iniciada pelo ex-CEO do Grupo Soma, Roberto Jatahy, contra Alexandre Birman, líder da Arezzo, com a Azzas 2154, resultante da fusão das companhias, como parte interessada. A decisão judicial, divulgada na noite de terça-feira (12), congela temporariamente quaisquer alterações na empresa até 22 de abril de 2026, garantindo a continuidade das operações como estavam antes.
Em suma, a Justiça determinou que Roberto Jatahy permaneça como Chief Brand Officer (CBO) e, interinamente, seja o responsável pela gestão das unidades de negócio de vestuário feminino e masculino. A Azzas 2154 informou que suas operações seguem regulares e que não espera grandes repercussões, apesar da volatilidade inicial das ações após o anúncio.
Jatahy Garante Continuidade Operacional e Cargo de CBO
A decisão liminar é um ponto crucial na disputa entre Jatahy e Birman. A Justiça determinou a **abstenção da prática de atos** que pudessem alterar o status quo. Isso significa que a estrutura organizacional e o modo de operação vigentes até 22 de abril de 2026 devem ser mantidos. Roberto Jatahy, além de seu cargo de Chief Brand Officer, foi apontado interinamente como o responsável pela gestão dessas unidades de negócio.
Na prática, as mudanças que poderiam ser implementadas pela nova gestão estão temporariamente suspensas. As duas áreas de vestuário, feminina e masculina, continuarão operando sob as diretrizes atuais, com Jatahy à frente, exercendo a função de diretor de marca e, provisoriamente, comandando ambas as unidades. A Azzas comunicou que, em linha com o divulgado anteriormente, suas operações seguem normais.
Ação Judicial Busca Evitar Perdas Financeiras e Desintegração de Negócios
A ação cautelar movida por Jatahy, segundo noticiado pelo colunista Lauro Jardim, d’O Globo, tem como objetivo principal **impedir a desintegração da Reserva**, unidade de negócio sob seu comando. A medida judicial busca salvaguardar os resultados financeiros da empresa, especificamente evitando a perda de R$ 116 milhões de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Esse valor de Ebitda está diretamente ligado às sinergias esperadas com a integração da marca Reserva na estrutura da Azzas 2154. A tentativa é garantir que os benefícios financeiros da fusão não sejam comprometidos por disputas internas de gestão. O caso está sendo conduzido pelo escritório Salomão Advogados.
Histórico de Tensões e Resultados Financeiros da Azzas 2154
As divergências entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman ganharam força no mercado em meados de março de 2025. Questões sobre a forma de gestão e a cessão de autonomia em seus respectivos negócios foram apontados como entraves para a integração plena entre Arezzo e Grupo Soma, que se fundiram em agosto de 2024. Embora os executivos tenham tentado dissipar rumores de um possível “divórcio”, o assunto volta à tona com a ação judicial.
Em termos financeiros, a Azzas 2154 divulgou resultados mistos para o primeiro trimestre de 2026. O lucro líquido recorrente foi de R$ 63,9 milhões, apresentando uma **queda de 45,7%** em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita líquida somou R$ 2,48 bilhões, um recuo de 8%, enquanto o Ebitda recorrente caiu 23,2%, atingindo R$ 328,5 milhões. A margem Ebitda também sofreu uma redução de 2,7 pontos percentuais, ficando em 13,2%.

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