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IA: Ferramenta que Facilita ou Emburrece? Especialistas Debatem o Uso Consciente em SP Innovation Week

IA é para ser uma ferramenta facilitadora, não emburrecedora, defende especialista em evento de inovação

A inteligência artificial (IA) generativa tem transformado o cotidiano, agilizando processos profissionais e oferecendo atalhos na vida pessoal. No entanto, seu uso levanta debates sobre a necessidade de uma abordagem consciente e crítica, para que a tecnologia sirva como um **impulso ao desenvolvimento humano**, e não como um obstáculo ao aprendizado.

Um painel realizado durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), no CEU Papa Francisco, reuniu especialistas para discutir os diferentes aspectos da IA em nossas vidas. Mirella Domenich, Camila Aloi e Mariana Fontoura alertaram para os riscos de **reproduzir vieses** e a importância de compreender a origem e os interesses por trás das ferramentas de IA, conforme informações divulgadas pelo Estadão.

A discussão focou em como a inteligência artificial pode ser integrada de forma ética e produtiva, especialmente no campo da educação. O objetivo é garantir que a tecnologia amplie nossas capacidades, sem comprometer o pensamento crítico e a autonomia individual. A IA deve ser uma aliada, e não uma muleta que limita o raciocínio.

O Viés Norte-Americano e a Necessidade de Regulamentação

Um dos pontos centrais do debate foi o **inevitável viés**, frequentemente de origem norte-americana, presente na maioria das ferramentas de IA utilizadas no Brasil. As palestrantes enfatizaram a importância de estar atento a esses padrões, uma vez que as empresas fundadoras das tecnologias operam majoritariamente em poucos países.

“Ao usar IA, precisamos entender que há uma empresa por trás com interesses próprios, coletando nossas informações”, alertou Mariana Fontoura. Ela ressaltou a necessidade de **olhar as referências por trás da tecnologia**, investigando quem são os criadores – muitas vezes empresas do Norte Global – e quais as fontes das informações apresentadas, considerando os contextos em que são aplicadas.

Camila Aloi complementou, defendendo a **regulamentação e pesquisa aprofundada** para evitar que o Brasil se torne uma “colônia de novo” no que tange à tecnologia. Mirella Domenich acrescentou que, embora seja difícil evitar vieses completamente, é possível **minimizá-los com atenção e crítica**.

IA na Educação: Aprimoramento, Não Substituição

No âmbito educacional, a preocupação com a substituição de professores por IAs foi um tema recorrente. Camila Aloi destacou que o foco não deve ser a resistência à tecnologia, mas sim o **entendimento de como utilizá-la para o aprimoramento profissional**. A IA pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar a reduzir a sobrecarga de trabalho dos educadores.

As especialistas foram unânimes ao afirmar que a IA não deve ser utilizada para **substituir o trabalho acadêmico**. Camila compartilhou a experiência de precisar orientar seus filhos adolescentes para que a tecnologia não se tornasse uma desculpa para a preguiça, reforçando que “a IA é para ser uma ferramenta facilitadora, não emburrecedora”.

Um alerta adicional foi dado sobre a criação de prompts, os comandos dados à IA. Mirella e Mariana aconselharam a **inserção do menor número possível de dados pessoais**, visto que o comércio de dados se tornou uma das principais fontes de receita das grandes empresas de tecnologia (big techs).

Eventos Complementares e o Legado da Inovação Humana

O CEU Papa Francisco sediou outras discussões sobre IA, incluindo palestras sobre comportamento online e pesquisa em IA. O evento também contou com oficinas práticas, como criação de robôs e arte têxtil sustentável, e uma atividade focada em “como usar IA sem cair em armadilhas”, ministrada por Mirella Domenich e Pedro Barros. Atrações imersivas, como cães e robôs gigantes, também encantaram o público.

Paralelamente, o CEU Freguesia, na zona norte, também ofereceu programação com palestras e oficinas, parte dos Side Events do SPIW. Moradores puderam experimentar atividades como pilotagem de drones, que proporcionaram aprendizado e novas experiências. Mariana Apolinário, gerente de cultura do Instituto Baccarelli, ressaltou o impacto positivo do evento, que incentiva a **frequência nos CEUs** e a reflexão sobre o futuro.

O legado do festival, segundo Apolinário, é a promoção da **inovação pelo ponto de vista humano**, questionando como a sociedade pode se articular de forma inovadora e promover a sensibilidade. A transformação social, portanto, viria do aprimoramento do cotidiano e das interações humanas, com ou sem o auxílio de ferramentas tecnológicas avançadas.

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