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Ibovespa despenca 2% com Vale (VALE3) e dólar a R$ 5, enquanto mercado aguarda decisão do Copom e Fed mantém juros nos EUA

Ibovespa em queda livre: mercado reage a balanços e a incertezas globais

O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta quarta-feira (29) em forte baixa de 2,05%, atingindo 184.750,42 pontos. A queda prolonga a sequência de perdas do índice, que já soma seis dias consecutivos de desvalorização. A aversão ao risco no cenário internacional e a divulgação de resultados corporativos foram os principais fatores que influenciaram o desempenho negativo.

O dólar à vista (USDBRL) acompanhou o movimento de aversão ao risco e fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0018. Os investidores domésticos voltaram suas atenções para os balanços de empresas importantes, com destaque para Vale (VALE3) e Santander (SANB11), cujos resultados foram divulgados hoje.

A criação de vagas formais de trabalho em março, apontada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), superou as expectativas do mercado, com a abertura de 228.208 postos. No entanto, economistas alertam que este dado reflete um período anterior aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e suas consequências na cadeia produtiva e nos custos brasileiros. A expectativa de uma taxa Selic terminal mais alta também pode impactar a atividade econômica futura, conforme apurado pelo g1.

Vale (VALE3) puxa Ibovespa para baixo após balanço misto

As ações da Vale (VALE3) foram as principais responsáveis pela queda do Ibovespa, registrando uma desvalorização de 5,87% e fechando o dia a R$ 79,44. A mineradora, que detém cerca de 11,4% de participação no índice, divulgou um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre, um aumento de 36% em relação ao ano anterior, mas que ficou abaixo das expectativas de alguns analistas. Apesar disso, o Bradesco BBI avaliou os números como “neutros” para o mercado, mas positivos em termos de execução operacional.

Cenário externo e decisões de política monetária no radar

A bolsa brasileira segue a tendência de aversão ao risco observada nos mercados internacionais. Wall Street fechou sem direção única, com o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos mantendo as taxas de juros inalteradas pela terceira vez consecutiva, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A decisão contou com uma dissidência incomum, indicando um debate interno sobre os próximos passos da política monetária americana.

Na Europa, os principais índices também operaram no vermelho, à espera das decisões sobre juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE). O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,60%. Na Ásia, o dia foi majoritariamente positivo, com o índice Hang Seng, de Hong Kong, subindo 1,68%.

Petrobras (PETR3; PETR4) e Braskem (BRKM5) oferecem suporte

Em contraponto à queda geral, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) apresentaram ganhos expressivos, mais de 3%, impulsionadas pela forte valorização do petróleo Brent. O contrato para julho encerrou com alta de 5,78%, atingindo US$ 110,44 o barril. PETR4 subiu 3,26%, a R$ 49,07, enquanto PETR3 avançou 3,62%, a R$ 54,71.

A Braskem (BRKM5) também se destacou positivamente, com alta de 5,67% (R$ 8,95). A petroquímica anunciou na véspera que recebeu de suas acionistas Novonor e Petrobras a lista de candidatos para a eleição do conselho de administração, o que animou os investidores.

Impacto do Caged e perspectivas futuras

O economista Antonio Ricciardi, do Daycoval, ressaltou que o bom desempenho do Caged em março, embora positivo, ainda é um reflexo de um período anterior. Ele alerta que a continuação do conflito no Oriente Médio, com o consequente aumento do preço do petróleo e o impacto na cadeia produtiva brasileira, além de uma possível alta na Selic, podem afetar negativamente a atividade econômica nos próximos meses.

O mercado agora volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que definirá a taxa básica de juros no Brasil. A expectativa é de que a decisão possa trazer mais clareza sobre os próximos passos da política monetária doméstica em meio a um cenário global de incertezas e pressões inflacionárias.

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