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Ibovespa Dispara Acima dos 187 Mil Pontos com Wall Street em Alta Histórica; Dólar Cai para R$ 4,95

Ibovespa fecha em alta expressiva impulsionado por Wall Street e dados corporativos, enquanto dólar recua.

O Ibovespa encerrou a semana em forte ascensão, superando os 187 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira ganhou 1,39%, fechando o pregão em 187.317,64 pontos. Essa alta ocorre em um dia marcado por importantes balanços corporativos e movimentos políticos em Brasília, além de um cenário externo favorável, com as bolsas americanas atingindo novas máximas históricas.

A desvalorização do dólar também foi um destaque, com a moeda americana fechando o dia cotada a R$ 4,9527, uma queda de 0,98%. No acumulado da semana, o dólar à vista recuou 0,91% frente ao real, e em abril, a desvalorização acumulada foi de 4,36%, mostrando uma tendência de enfraquecimento da moeda estrangeira no mercado brasileiro.

Os investidores dividiram a atenção entre os resultados financeiros das empresas, as decisões em Brasília e os indicadores macroeconômicos. No dia seguinte à decisão do Copom de cortar a taxa Selic para 14,50% ao ano, o mercado buscou novos direcionamentos, encontrando-os tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Conforme informações divulgadas, o mercado digeriu os desdobramentos políticos e econômicos, que impulsionaram o desempenho positivo do Ibovespa.

Derrotas do Governo no Congresso e Dados de Desemprego

Em Brasília, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, uma decisão que impacta penas relacionadas a crimes como tentativa de golpe de Estado e ataques às sedes dos Três Poderes. Esta foi a segunda derrota significativa do governo em menos de 24 horas, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

No front econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego ficou em 6,1% nos três meses encerrados em março, um resultado em linha com as expectativas dos analistas. Este índice representa a taxa mais elevada desde maio de 2025, um dado que merece atenção no cenário de recuperação econômica.

Destaques da Bolsa: Hapvida e Braskem Lideram Altas, Suzano em Queda

Na ponta positiva do Ibovespa, a Hapvida (HAPV3) se destacou com um salto de 5,45%, impulsionada por notícias sobre a entrada de representantes da gestora Squadra em seu conselho de administração. Outra empresa que apresentou forte valorização foi a Braskem (BRKM5), que subiu 5,15% após a eleição de Magda Chambriard como presidente do conselho.

As gigantes do setor de commodities também tiveram bom desempenho. A Petrobras (PETR3; PETR4) fechou em leve alta, com PETR4 subindo 0,25% e PETR3 avançando 0,48%. A Vale (VALE3), por sua vez, recuperou as perdas do dia anterior e valorizou 2,19%, com analistas do Itaú BBA considerando a queda recente como uma oportunidade de compra.

Por outro lado, a Suzano (SUZB3) liderou as quedas, recuando 2,18% após divulgar seu balanço do primeiro trimestre. A empresa reportou lucro líquido de R$ 4,3 bilhões, uma queda de 32% na comparação anual, com Ebitda ajustado de R$ 4,6 bilhões, mostrando um trimestre pressionado por fatores operacionais e macroeconômicos, como o câmbio, que limitou os ganhos mesmo com a alta dos preços da celulose.

Wall Street em Rali Histórico e Cenário Internacional

O desempenho positivo da bolsa brasileira foi fortemente influenciado pelo otimismo em Wall Street. Os índices americanos, como o S&P 500 e o Nasdaq, renovaram suas máximas históricas, impulsionados pelo desempenho das big techs e por dados econômicos que, embora mistos, não abalaram o apetite por risco.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,0% em taxa anualizada no primeiro trimestre, um ritmo ligeiramente abaixo do esperado, mas que ainda sinaliza resiliência econômica. Já a inflação, medida pelo índice de preços ao consumidor (PCE), acelerou em março, subindo 0,7% no mês e 3,5% em 12 meses, o maior avanço desde maio de 2023, mas em linha com as projeções.

Na Europa, os principais mercados também fecharam em alta, com o índice pan-europeu Stoxx 600 avançando 1,38%. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) de manterem as taxas de juros inalteradas, como esperado, contribuiu para o otimismo. Em abril, o Stoxx 600 registrou um ganho de 4,8%, o melhor resultado mensal desde janeiro de 2025.

Mercados Asiáticos em Tom Negativo e Intervenção Cambial no Japão

Em contraste com o otimismo ocidental, os mercados asiáticos encerraram a sessão majoritariamente em tom negativo. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,06%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, registrou baixa de 1,28%. O Japão, em particular, interveio no câmbio para sustentar o iene, marcando sua primeira intervenção oficial em quase dois anos, uma medida para conter a desvalorização da moeda local.

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