Ibovespa sobe forte impulsionado por otimismo internacional, enquanto dólar recua com cenário externo favorável
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou uma expressiva alta de 1,71% nesta quinta-feira (11), fechando o pregão aos 171.497,24 pontos. A valorização foi impulsionada pelo noticiário internacional, que indicou uma potencial desescalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento de ataques planejados contra o Irã, informando que discussões para um acordo foram aprovadas por diversos países. Essa notícia gerou um onda de otimismo no mercado financeiro global, refletindo diretamente no desempenho dos ativos brasileiros.
Em paralelo, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 1,37%, cotado a R$ 5,1016. A desvalorização da moeda americana frente ao real contribuiu para o sentimento positivo no mercado local, que também monitora os próximos indicadores de inflação doméstica.
Apetite a Risco e Ações em Destaque no Ibovespa
A melhora no apetite a risco no exterior deu fôlego à curva de juros futuros e impulsionou as ações de maior liquidez, conhecidas como ‘blue chips’, que puxaram o Ibovespa para cima. A empresa Vamos (VAMO3) liderou os ganhos, com uma alta expressiva de 6,52%.
O setor bancário também apresentou um desempenho robusto. O Índice Financeiro (IFNC) avançou 2,46%, com destaque para o Itaú (ITUB4), que subiu 2,90% e se consolidou como a ação mais negociada na B3 no dia, movimentando R$ 2,1 bilhões.
A Vale (VALE3), uma das maiores participações no Ibovespa, também contribuiu para a alta, avançando 1,42%. Apesar da queda nos contratos futuros do minério de ferro na China, a ação da mineradora mostrou força, demonstrando um fluxo comprador positivo.
Por outro lado, a Petrobras (PETR4; PETR3) teve um desempenho misto, acompanhando a leve queda nos preços internacionais do petróleo Brent. PETR3 registrou uma pequena desvalorização de 0,02%, enquanto PETR4 apresentou um ganho modesto de 0,26%.
Na ponta negativa, a Natura (NATU3) estendeu suas perdas pelo sétimo pregão consecutivo, caindo 1,96%. O ETF CMDB11, que replica um índice de commodities, apresentou alta de 1,20%, alinhado ao otimismo no setor.
Mercados Internacionais Reagem Positivamente e BCE Aumenta Juros
As bolsas de Wall Street fecharam em forte alta, impulsionadas pelas declarações de Trump sobre um possível acordo com o Irã. O índice Dow Jones subiu 1,87%, o S&P 500 avançou 1,75% e a Nasdaq registrou um ganho de 2,54%.
Na Europa, os índices também fecharam em alta, mesmo com a confirmação do aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), que elevou a taxa de depósito de referência de 2,0% para 2,25% ao ano, como já esperado pelo mercado. O índice Stoxx 600 teve alta de 0,54%.
Já os mercados asiáticos apresentaram um desempenho misto. O índice Nikkei do Japão subiu 0,06%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong recuou 0,65%. Apesar das flutuações, o otimismo global prevaleceu no fechamento dos mercados ocidentais.
Inflação Local no Radar dos Investidores
No cenário doméstico, os investidores aguardam a divulgação de novos dados de inflação. As projeções indicam uma possível desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) em maio, com uma alta esperada de 0,55%, inferior aos 0,67% de abril.
Contudo, a expectativa é de uma aceleração no acumulado de 12 meses, com a mediana das estimativas apontando para um avanço do IPCA a 4,68%, acima dos 4,39% registrados em abril. O IPCA será divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12) às 9h (horário de Brasília).

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