Israel reforça controle militar no sul do Líbano, intensificando restrições de acesso em território libanês.
Israel comunicou nesta segunda-feira aos residentes do sul do Líbano que eles não devem ingressar em um cinturão de território ao longo da fronteira, nem se aproximar da área do rio Litani. Essa medida aumenta o controle israelense na região, mesmo com um cessar-fogo em vigor na guerra contra o Hezbollah.
O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos e iniciado na quinta-feira, trouxe uma trégua significativa ao conflito. No entanto, a situação permanece tensa, com as tropas israelenses estabelecendo posições dentro do Líbano.
O objetivo declarado de Israel é criar uma zona de amortecimento para proteger o norte do país de possíveis ataques do Hezbollah. O grupo, por sua vez, afirma manter seu direito de resistir à ocupação israelense. As informações são de acordo com fontes militares israelenses.
Mapa Divulgado por Israel Indica Zonas Proibidas para Civis
O exército israelense divulgou um mapa nas redes sociais, demarcando uma linha vermelha que abrange 21 vilarejos no sul do Líbano. Moradores foram alertados para não se deslocarem para a área entre essa linha e a fronteira. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), as tropas mantêm posições na região devido às “atividades terroristas em andamento” promovidas pelo grupo apoiado pelo Irã.
O mapa também aponta mais de 50 outros vilarejos onde o retorno de moradores não é permitido. Além disso, Israel proibiu qualquer aproximação da área do rio Litani, que flui em grande parte ao norte das regiões demarcadas para evitar.
Linha de Implantação Israelense se Estende por Quilômetros em Território Libanês
No domingo, as FDI já haviam apresentado um mapa similar, detalhando pela primeira vez sua nova linha de implantação dentro do Líbano. Essa linha, que se estende de leste a oeste, avança entre 5 a 10 quilômetros para dentro do território libanês a partir da fronteira internacional.
Hezbollah e Autoridades Locais Alertam para Riscos de Retorno às Casas
Mahmoud Qmati, oficial sênior do Hezbollah, aconselhou no sábado os moradores dos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo grupo, a não retornarem às suas residências devido ao risco de ataques israelenses. Conselhos locais na região sul do Líbano também emitiram advertências semelhantes, indicando que o retorno ainda não é seguro.
Em um comunicado nesta segunda-feira, o Hezbollah declarou que explosivos previamente plantados por seus combatentes foram detonados quando veículos militares israelenses passavam por uma área no sul no domingo, resultando na destruição de quatro tanques. As FDI não comentaram imediatamente o incidente.
Balanço do Conflito: Vítimas Civis e Militares em Ambos os Lados
O Líbano foi envolvido na guerra regional em 2 de março, quando o Hezbollah iniciou ataques em apoio ao Irã. Isso desencadeou uma ofensiva israelense que, segundo autoridades libanesas, matou mais de 2.300 pessoas, incluindo 177 crianças, e forçou o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas. O Hezbollah não divulgou seus números de vítimas, mas fontes próximas ao grupo indicam que pelo menos 400 de seus combatentes foram mortos até o final de março.
Do lado israelense, o Hezbollah disparou centenas de foguetes e drones, resultando na morte de dois civis. Desde 2 de março, 15 soldados israelenses morreram no sul do Líbano, de acordo com informações do próprio Israel.

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