Itaúsa, Petrobras, Raízen e Outros Destaques Corporativos da Terça-feira (12)
O cenário corporativo brasileiro foi movimentado nesta terça-feira, 12 de março, com a divulgação de balanços importantes e avanços em negociações estratégicas. A Itaúsa (ITSA4) e a Petrobras (PETR4) apresentaram seus resultados do primeiro trimestre de 2026, trazendo números que impactaram as expectativas do mercado.
Paralelamente, a Raízen (RAIZ4) deu passos significativos em suas negociações com credores, buscando evitar a recuperação judicial e reestruturar sua dívida. Outras empresas como Hapvida, Natura, Energisa, MRV&CO, Grupo SBF, Multiplan e Grupo Toky também divulgaram informações relevantes para investidores.
Esses anúncios moldaram o dia no mercado financeiro, com investidores analisando o desempenho das companhias e as perspectivas futuras. Acompanhe os detalhes dos principais destaques que movimentaram a bolsa nesta terça-feira.
Itaúsa (ITSA4) Apresenta Lucro Líquido Recorrente de R$ 4,5 Bilhões no 1T26
A Itaúsa (ITSA4), holding controladora do Itaú Unibanco, divulgou um lucro líquido recorrente de R$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Este valor representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme comunicado ao mercado. A companhia, que também possui participações em empresas como Motiva, Dexco e Aegea, registrou um retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 20,1%.
O resultado positivo foi impulsionado pela evolução dos lucros do Itaú Unibanco, com alta de 11%, e pelo bom desempenho das investidas não financeiras, que cresceram 76%. As despesas administrativas totalizaram R$ 44 milhões, um aumento de 10,8%. A dívida líquida da Itaúsa encerrou o trimestre em R$ 1 bilhão, um acréscimo de R$ 600 milhões ante o 1T25, refletindo principalmente a redução do saldo de caixa devido a aportes na Aegea e ao consumo de caixa em 2025.
Adicionalmente, o conselho de administração da Itaúsa aprovou a recompra de até 5 milhões de ações preferenciais, com período de aquisição entre 13 de março de 2026 e 13 de novembro de 2027. A notícia foi bem recebida pelo mercado, indicando confiança da gestão no valor da companhia.
Petrobras (PETR4) Registra Lucro de R$ 32,7 Bilhões no 1T26, com Queda de 7,2%
A Petrobras (PETR4) anunciou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 7,2% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita de vendas manteve-se praticamente estável, somando R$ 123,7 bilhões, com uma leve alta de 0,4%. O Ebitda ajustado da estatal apresentou queda de 2,4% na comparação anual, totalizando R$ 59,6 bilhões.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 44 bilhões, uma queda de 10,9%, enquanto o fluxo de caixa livre recuou 22,9%, para R$ 20,1 bilhões. A dívida líquida da companhia apresentou um aumento de 10,8%, alcançando US$ 62,1 bilhões. Apesar da queda nos lucros, a Petrobras aprovou o pagamento de R$ 9 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas, o equivalente a R$ 0,70 por ação, com pagamentos previstos para agosto e setembro de 2026.
A distribuição de proventos está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver dentro dos limites estabelecidos no plano estratégico. A notícia sobre os JCPs buscou mitigar o impacto da redução nos lucros reportados.
Raízen (RAIZ4): Negociações para Reestruturação de Dívida Avançam Significativamente
As negociações entre credores e acionistas da Raízen (RAIZ4) apresentaram avanços importantes para evitar a recuperação judicial. As conversas, iniciadas em abril, concentram-se na estrutura de governança da empresa e outras questões cruciais, com expectativa de conclusão até meados de junho. O objetivo é chegar a um acordo extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.
Um dos pontos centrais das negociações é a conversão de 45% a 50% da dívida em ações, o que resultará em uma diluição significativa das participações dos parceiros Shell e Cosan. Essa medida poderá, inclusive, reformular a composição do conselho de administração da companhia. A Raízen busca, com esses acordos, garantir maior estabilidade financeira e operacional.
A empresa já havia anunciado em março um acordo extrajudicial para reestruturar suas obrigações financeiras, com um prazo de 90 dias para obter o apoio necessário para a aprovação final. A conclusão bem-sucedida dessas negociações é vista como crucial para o futuro da Raízen no mercado.
Outros Destaques Corporativos do Dia
A Hapvida (HAPV3) reportou um lucro líquido ajustado de aproximadamente R$ 244 milhões no 1T26, uma queda de 41,4% em relação ao ano anterior, impactado pela dinâmica de utilização e iniciativas operacionais. Já a Natura (NATU3) registrou um prejuízo líquido de R$ 445 milhões no mesmo período, com receita líquida em queda de 7,7%.
A Energisa (ENGI11) apresentou lucro líquido consolidado de R$ 207 milhões, com queda de 46,9%, pressionada pelo resultado financeiro. A MRV&CO (MRVE3) teve prejuízo líquido consolidado de R$ 77,6 milhões, mas com perda 78% menor que no ano anterior, e aumento de 21,6% na receita líquida.
O Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro, lucrou R$ 74,2 milhões, alta de 10,2%, com expansão de receitas. A Multiplan (MULT3) anunciou a venda de 9,33% do Park Shopping Barigüi por R$ 250 milhões, reforçando sua estratégia de reciclagem de portfólio. Por fim, o Grupo Toky (TOKY3) informou que fundos da SPX estão em negociações avançadas para a venda de suas participações, o que levou a renúncias em seu conselho de administração.

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