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Juros Futuros Sobem no Brasil Sem Referência Externa, Investidores Reagem a Comunicado do BC

Mercado de Juros Futuros Brasileiro Sente Pressão de Alta Sem Referência Externa

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) no Brasil encerraram a última sexta-feira em alta, com destaque para os vencimentos mais longos. Este movimento de valorização continuou a tendência do dia anterior, impulsionado pelo comunicado divulgado na quarta-feira pelo Banco Central (BC).

A ausência da referência dos Treasuries americanos, devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, limitou a liquidez no mercado brasileiro. Isso resultou em uma sessão de menor movimentação, mas que ainda assim confirmou a pressão de alta nos juros futuros, marcando a quarta sessão consecutiva de avanço.

Investidores reagem a um comunicado considerado ‘dovish’ (suave em relação à inflação) pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A comunicação gerou ruídos e interpretações de que o BC poderia sinalizar um novo corte na taxa Selic em agosto, mesmo com a piora nas expectativas de inflação. A expectativa agora recai sobre a ata do Copom, prevista para terça-feira, que pode trazer esclarecimentos, conforme apurado pela Reuters.

Alta nas Taxas de Longo Prazo Reflexo da Incerteza

No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 registrou 14,255%, uma alta de 1 ponto-base. Já o DI para janeiro de 2035 fechou em 14,735%, com elevação de 14 pontos-base. Essas altas, principalmente nos prazos mais estendidos, refletem a **avaliação negativa dos investidores sobre a comunicação do Banco Central**.

Feriado nos EUA e Impacto na Liquidez Local

O feriado de Juneteenth nos Estados Unidos **suspendeu as negociações de Treasuries**, o que impactou diretamente a liquidez no mercado brasileiro. Essa falta de referência externa contribuiu para um cenário de menor movimentação, mas não impediu a continuidade da alta nas taxas futuras, em uma espécie de “ressaca” após as fortes oscilações da véspera.

Cenário Externo e Preocupações com o Petróleo

No cenário internacional, a atenção dos investidores globais permaneceu voltada para a **guerra no Oriente Médio**. Notícias sobre o adiamento de negociações entre EUA e Irã, e a escalada de combates entre Israel e Hezbollah no Líbano, mantiveram o ambiente de incertezas. Em meio a este cenário, o preço do petróleo oscilava em alta, próximo a US$80 o barril.

Ministério da Fazenda Analisa Impacto do Petróleo

Em entrevista recente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, abordou os **impactos do preço do petróleo na economia brasileira**. Ele indicou a possibilidade de se avaliar, ainda em junho, a estabilização do valor do barril, o que poderia permitir a reversão de medidas emergenciais de subsídio aos combustíveis, conforme divulgado pelo portal Jota.

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