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ToggleLula consolida apoio à cúpula do Congresso e mira aprovação de agenda prioritária
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) para a reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em fevereiro de 2027. A decisão foi comunicada em reunião com os chefes das Casas Legislativas no Palácio da Alvorada, um dia após sua própria reeleição para um quarto mandato presidencial.
A aliança estratégica visa fortalecer a governabilidade e construir uma nova base de apoio no Congresso Nacional, que se mostrou mais conservador após as últimas eleições. Lula aposta na dupla Lira-Pacheco para atrair lideranças do Centrão e setores do MDB, mesmo aqueles que se posicionaram ao lado de seu adversário no segundo turno.
Em seu pronunciamento pós-eleição, Lula já havia sinalizado a importância do diálogo com o Legislativo, mesmo diante de um Congresso com maioria conservadora. “Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu. E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, declarou o presidente. Conforme informação divulgada pelo Planalto, o PT confirmou o apoio à recondução dos presidentes das Casas.
PT confirma apoio a Lira e Pacheco e busca fortalecer base aliada
A decisão do PT de apoiar a recondução de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco sinaliza uma estratégia de pragmatismo político por parte do governo Lula. O objetivo é garantir um ambiente mais favorável para a tramitação e aprovação de pautas consideradas essenciais pelo Executivo, como a PEC da Segurança Pública.
O fortalecimento do PL, partido de oposição, e a eleição de um Congresso mais conservador foram fatores que impulsionaram a busca por essa aliança. A estratégia do governo é reverter o cenário de polarização e construir pontes com diferentes forças políticas no Legislativo.
Pacheco mira aprovação da PEC da Segurança Pública com apoio do Planalto
Durante a reunião no Palácio da Alvorada, Lula solicitou o empenho de Rodrigo Pacheco para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto, que amplia as atribuições da União no combate ao crime organizado, foi retirado de pauta antes do segundo turno devido a divergências sobre a redução da maioridade penal.
Lula demonstrou abertura para discutir a redução da maioridade penal para crimes hediondos, mas defende a aprovação da PEC em sua forma atual. A expectativa é que, após a aprovação no Senado, o governo articule a criação do Ministério da Segurança Pública.
Oposição se articula para desafiar a cúpula do Congresso
Apesar do movimento do governo, a oposição, liderada pelo PL, já articula candidaturas para as presidências da Câmara e do Senado. No Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) pretende lançar sua candidatura para desafiar a recondução de Pacheco. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é cotada para o posto.
Na Câmara, o PL, que detém a maior bancada com 121 deputados, ainda avalia o nome a ser apoiado. Uma ala defende o deputado Sósthenes Cavalcante (PL-RJ), enquanto outra considera manter o apoio a Arthur Lira. Há, contudo, parlamentares que resistem a apoiar Lira devido à sua aliança com Lula.

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