Operação Marchand avança e identifica suposto mandante de roubo de arte em São Paulo, ligando caso a criminoso com extenso histórico.
A Polícia Civil de São Paulo fez um avanço significativo nas investigações sobre o roubo de obras de arte na Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em dezembro de 2025. A Operação Marchand resultou no cumprimento de três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, apontando Laéssio Rodrigues como o mandante e mentor do crime.
Rodrigues, que se autodenomina “o maior ladrão de obras do Brasil”, já estava detido desde abril deste ano, após uma tentativa de suborno de R$ 500 mil a um agente de segurança federal no Rio de Janeiro, com o objetivo de subtrair obras de arte. A investigação, liderada pelo delegado Ronald Quene, da 1ª Cerco da capital, destaca a longa ficha criminal de Laéssio em diversos estados do país.
Conforme as informações divulgadas pela polícia, o plano para o roubo na Biblioteca Mário de Andrade envolvia a venda das 13 obras furtadas, incluindo peças de Candido Portinari e Henri Matisse, por R$ 110 mil. Um dos executores, Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, já teria recebido parte do pagamento. O prejuízo financeiro estimado para o crime é de R$ 1,2 milhão a R$ 1,3 milhão. As obras ainda não foram localizadas, mas há suspeitas de que possam ter sido encaminhadas para leilões no Rio de Janeiro.
Novas prisões e busca por foragidos
Além de Laéssio Rodrigues, outros dois suspeitos tiveram mandados de prisão cumpridos. Carlos Leandro Ferreira, apontado como comparsa e “companheiro afetivo” de Laéssio, também já estava detido e responderá por mais este crime. Regiane Rodrigues da Silva, estudante de Direito e suposta intermediária entre o mandante e os executores, foi presa em São Paulo.
As ordens judiciais foram executadas em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro, com foco em imóveis e estabelecimentos ligados ao mercado de leilões e comercialização de arte. A polícia busca ainda por Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, um dos executores que está foragido.
Relembre o roubo e os executores
O roubo à Biblioteca Mário de Andrade ocorreu em 7 de dezembro de 2025. Dois homens armados, identificados como Felipe dos Santos Fernandes Quadra e Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, invadiram o local, renderam um vigilante e alguns visitantes, e subtraíram 13 obras de arte, além de documentos históricos.
Felipe dos Santos Fernandes Quadra foi preso logo após o crime. As investigações apontam que outros dois suspeitos, Luis Carlos do Nascimento, conhecido como Magrão e suposto integrante do PCC, e Cicera de Oliveira Santos, esposa de Gabriel, auxiliaram a dupla de executores. Ambos foram presos, mas responderão ao processo em liberdade.
A importância da arte e a investigação em andamento
O caso ressalta a vulnerabilidade de acervos culturais e a atuação de organizações criminosas especializadas no roubo e comercialização de arte. A Polícia Civil continua as investigações, com o objetivo de recuperar as obras e desmantelar completamente o esquema.
Os celulares apreendidos durante a Operação Marchand são considerados cruciais para entender a dinâmica do grupo e auxiliar na localização das obras roubadas. O delegado Ronald Quene destacou que as informações obtidas serão fundamentais para dar continuidade às diligências e trazer mais clareza sobre o caso.

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