Ibovespa tem pior maio desde 2023 e a máxima de “vender em maio e ir embora” se confirma, mas qual o futuro da bolsa?
O velho ditado do mercado financeiro, “sell in May and go away” (venda em maio e vá embora), parece ter se provado verdadeiro para a bolsa brasileira em 2024. O Ibovespa se encaminha para fechar o mês com uma desvalorização próxima a 6%, marcando a maior queda mensal desde 2023. Diversos fatores, como a persistência da inflação, incertezas políticas internas e um cenário internacional adverso, pressionaram o índice.
Apesar do pessimismo momentâneo, especialistas apontam que o momento exige cautela e foco nos fundamentos das empresas, em vez de reações impulsivas às flutuações do mercado. A análise de Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, sugere que quem seguiu a estratégia de se desfazer de ativos brasileiros em maio obteve um desempenho superior a quem manteve suas posições.
Segundo Hungria, o desempenho do Ibovespa em maio foi impactado por uma conjunção de eventos que testaram a tese de investimento no Brasil. Entre os principais pontos de atenção, destacam-se as leituras de inflação (IPCA e IPCA-15) acima do esperado, revisões negativas no Boletim Focus para inflação e Selic, além de ruídos políticos relevantes, como discussões sobre a escala de trabalho e pesquisas eleitorais.
Fatores que puxaram o Ibovespa para baixo
A atratividade de tecnologias internacionais também ganhou força, especialmente em contraste com ativos de países emergentes, em um contexto global de conflitos. Soma-se a isso uma forte saída de fluxo estrangeiro da bolsa brasileira, agravando a pressão vendedora. A incerteza sobre um possível acordo para o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã também pesou, impactando diretamente o preço do petróleo e gerando pressões inflacionárias em diversos setores.
Diante deste cenário desafiador, Hungria ressalta a importância de não se deixar levar pelo humor do mercado no curto prazo. Ele enfatiza que ações representam participação em empresas com potencial de lucro e crescimento, e que os resultados do primeiro trimestre de muitas companhias recomendadas pela Empiricus Research, mesmo em um ambiente difícil, foram dignos de nota.
O que esperar para junho e o futuro do mercado
A expectativa para junho ainda está fortemente atrelada ao desenrolar do conflito no Oriente Médio. Hungria aponta que uma resolução positiva pode levar a uma rápida recuperação do mercado, com queda no preço do petróleo, menor expectativa de inflação e potencial retorno do fluxo de investidores estrangeiros. Isso poderia, inclusive, levar a ajustes para baixo na taxa Selic.
Mesmo com a volatilidade presente, os fundamentos de muitas empresas brasileiras permanecem sólidos. A Empiricus Research, por exemplo, continua focada em identificar oportunidades de investimento com base em análise fundamentalista, oferecendo diversas assinaturas com estratégias variadas, como ações, dividendos e small caps, visando auxiliar os investidores a posicionarem seus portfólios de forma estratégica.
A plataforma Empiricus+ oferece planos acessíveis e um período de teste gratuito, buscando democratizar o acesso a análises e recomendações de especialistas. O objetivo é ajudar investidores a navegarem em cenários econômicos e geopolíticos turbulentos, buscando sempre as melhores oportunidades de retorno.

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