Bancões Brasileiros no 1T26: Expectativas e Projeções para Itaú, Bradesco, BB e Santander
A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) para os grandes bancos brasileiros promete ser marcada por debates sobre a deterioração do crédito, impulsionada pelas taxas de juros em patamares elevados. Analistas do Goldman Sachs indicam que essa questão será central nas discussões, mas apontam o Itaú como a instituição mais resiliente diante desse cenário.
As projeções sugerem uma pressão sobre os lucros, com o Itaú se destacando positivamente. No entanto, a qualidade dos ativos e a gestão de riscos serão cruciais para todos os players. O Banco do Brasil, em particular, enfrenta expectativas de um desempenho mais fraco devido à sua exposição ao crédito rural.
O Bradesco BBI, por outro lado, vê o Bradesco como um potencial destaque do trimestre, enquanto Itaú e Santander devem apresentar resultados mais resilientes, embora sem grandes catalisadores de crescimento no curto prazo. A análise geral aponta para um ambiente de crescimento mais moderado para os grandes bancos.
Essas informações foram divulgadas por relatórios de análise de mercado, incluindo Goldman Sachs, Bradesco BBI e Itaú BBA, que detalham as expectativas para cada instituição financeira.
Santander Brasil (SANB11): Projeções e Desafios no 1T26
Para o Santander Brasil, o Goldman Sachs projeta um lucro líquido recorrente de R$ 4,0 bilhões, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 16,7%. Há expectativa de provisões mais elevadas, especialmente no crédito corporativo, mas também uma expansão sequencial na receita líquida de juros. As despesas operacionais e outras despesas operacionais devem ser sazonalmente menores, com uma taxa efetiva de imposto em normalização.
O Itaú BBA também projeta um lucro de R$ 4 bilhões para o Santander, com a receita líquida de juros (NII) total estimada em R$ 16,5 bilhões. O custo do risco deve aumentar, refletindo a pressão sobre pequenas e médias empresas (PMEs) e a sazonalidade de início de ano para crédito a pessoas físicas.
Itaú Unibanco (ITUB4): Resiliência e ROE Elevado em Perspectiva
O Itaú Unibanco é projetado para apresentar um crescimento de lucro de 1% em relação ao trimestre anterior, com um ROE esperado de 24,9%, significativamente acima dos concorrentes. A NII dos clientes deve permanecer estável, e as provisões são esperadas como comportadas, mesmo diante das expectativas de piora nas condições de crédito.
O BBI estima um lucro líquido de R$ 12,3 bilhões para o Itaú, com a carteira de crédito próxima da estabilidade. A margem com clientes pode enfrentar pressão trimestral, mas resultados de tesouraria mais fortes devem compensar. As provisões podem subir marginalmente, e tarifas e despesas refletirão a sazonalidade.
Bradesco (BBDC4): Potencial Destaque e Melhorias em Vista
O Goldman Sachs prevê para o Bradesco um aumento nas provisões e uma receita líquida de juros de mercado moderada, com lucro líquido recorrente expandindo 2% trimestre a trimestre. O ROE deve melhorar para 15,3%. O banco também deve divulgar detalhes sobre o acordo com a Bradsaude.
O Itaú BBA projeta para o Bradesco melhorias consistentes, com lucro de R$ 6,7 bilhões e ROE de 15,4%. A carteira de empréstimos deve manter um ritmo sólido, impulsionada por melhores margens líquidas de juros. As despesas gerais e administrativas (SG&A) devem desacelerar, gerando ganhos de eficiência, e o setor de seguros deve apresentar crescimento de dois dígitos.
Banco do Brasil (BBAS3): Desafios no Crédito Rural e Projeções Conservadoras
O Banco do Brasil é apontado pelo Goldman Sachs como a instituição que enfrentará maior pressão nas provisões, com uma contração esperada no lucro antes dos impostos. A menor receita líquida de juros e o aumento das provisões para perdas com empréstimos são fatores chave, além do impacto da deterioração do crédito rural.
O Itaú BBA prevê o trimestre mais desafiador para o BB, com despesas com provisões elevadas, em cerca de R$ 17,4 bilhões. A projeção de lucro líquido é de R$ 3,6 bilhões, com um ROE modesto de 7,5%. O BTG Pactual também estima um resultado fraco, pressionado por menor margem financeira e provisões ainda elevadas, com a qualidade dos ativos sendo a principal preocupação.
O BBI projeta para o BB lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, com retração de receita e margem financeira. As provisões devem permanecer elevadas, e as despesas operacionais amplamente estáveis, levando a uma queda no lucro antes de impostos.

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