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XP Investimentos Alerta: WEG (WEGE3) Enfrenta “Ventos Contrários” e Projeções Reduzidas, Ações Caem

XP Investimentos reduz projeções para WEG (WEGE3) e alerta para “ventos contrários” no curto prazo.

As ações da WEG (WEGE3) sentiram o impacto de uma revisão de perspectiva por parte da XP Investimentos. A corretora adotou uma visão mais cautelosa para a fabricante de motores elétricos, identificando um acúmulo de desafios que podem afetar o desempenho da companhia.

Na sessão desta terça-feira (14), os ativos da WEG operavam em queda, refletindo o ceticismo do mercado. A XP destaca que a recente valorização das ações, de cerca de 14% em relação às mínimas, dissipou a “assimetria positiva” que antes justificava o otimismo, levando a corretora a enxergar “riscos crescentes de queda”.

A análise da XP Investimentos, divulgada nesta terça-feira (14), aponta que o preço atual das ações da WEG está próximo do limite superior considerado justo pela corretora. O novo preço-alvo implica uma potencial desvalorização de aproximadamente 8% em relação aos níveis atuais, sinalizando um cenário menos promissor no curto prazo, conforme divulgado pela XP Investimentos.

Resultados do 1º Trimestre de 2026 sob a Lupa da XP

A XP Investimentos projeta um primeiro trimestre de 2026 relativamente fraco para a WEG. A expectativa é de uma receita líquida em torno de R$ 9,7 bilhões, representando uma queda de 4% na comparação anual. Esse desempenho deve ser influenciado pela sazonalidade negativa típica do início de ano e por uma base de comparação desafiadora no segmento doméstico de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD).

Apesar da projeção de queda na receita, a lucratividade da WEG é esperada como resiliente. A XP estima que o Ebitda ajustado alcance uma margem de 22,0%, impulsionado por um mix de produtos mais rentável e por iniciativas de precificação que ajudam a mitigar a volatilidade das tarifas externas.

O lucro líquido projetado para o trimestre é de R$ 1,5 bilhão, o que configuraria um recuo de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo as projeções da XP Investimentos.

Câmbio e Revisão de Projeções: Os Principais “Ventos Contrários”

O principal fator de preocupação identificado pela XP Investimentos são os “ventos contrários” vindos da valorização do real frente ao dólar. Sendo a WEG uma empresa com forte vocação exportadora e receitas significativas em moeda estrangeira, a apreciação do real impacta negativamente seus resultados.

Em função disso, a XP revisou suas premissas de câmbio médio para o biênio 2026-2027, de um intervalo entre R$ 5,40-5,70 para R$ 5,20-5,35. Essa mudança resultou em um corte de 3% a 4% nas estimativas de lucro líquido da WEG para o período.

“Nossas estimativas de lucro líquido passam a ficar 4% a 7% abaixo do consenso de mercado, abrindo espaço para novas revisões negativas caso a força do Real persista”, alertou a corretora em seu relatório.

Crescimento da Receita e Valuation da WEG em Foco

As projeções de crescimento da receita da WEG para 2026 foram ajustadas para patamares mais conservadores, em torno de 5%, com uma aceleração esperada apenas para o segundo semestre. Essa melhora está atrelada às novas capacidades de Transmissão e Distribuição (T&D), especialmente na unidade de Betim (MG).

Apesar dos desafios macroeconômicos, as ações da WEG acumulam uma alta de 8% no ano até o fechamento de segunda-feira (13). No entanto, essa valorização elevou os múltiplos de negociação a patamares mais altos, com o papel negociando a uma relação Preço/Lucro (P/L) entre 33 e 29 vezes para os próximos dois anos, voltando a apresentar um prêmio em relação aos seus pares globais.

Perfil de Risco-Retorno da WEG Considerado Menos Atrativo

A XP Investimentos conclui que, embora a execução operacional da WEG permaneça consistente e a volatilidade de seus lucros seja baixa, a combinação de um valuation considerado exigente e as incertezas tarifárias nos mercados externos tornam o perfil de risco-retorno da companhia menos atrativo no momento.

A expectativa é que o retorno a um crescimento de dois dígitos, na casa de 15% a 17%, ocorra apenas entre 2027 e 2028, impulsionado pela expansão das capacidades de T&D tanto no Brasil quanto no exterior, conforme análise da XP Investimentos.

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