Romeu Zema (Novo) justifica sua pré-candidatura à presidência, diferenciando-se de Flávio Bolsonaro e detalhando propostas para o Brasil.
O pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que os eleitores deveriam escolher votar nele em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL) por ter um histórico distinto, por não possuir “rabo preso” e por, assim como a maioria dos brasileiros, ter sempre “ralado para ganhar dinheiro”.
Em entrevista ao portal UOL, Zema foi questionado sobre os motivos que o levariam a ser a escolha preferencial em detrimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ser cogitado para uma vaga de vice, Zema reitera sua intenção de seguir com a candidatura presidencial até o fim.
“Eu tenho histórico diferente”, declarou Zema, enfatizando sua semelhança com a maioria dos brasileiros que “sempre teve de ralar pra ganhar o meu dinheiro”. Ele contrapõe essa experiência com a de presidentes originários do setor público, argumentando que ele, como “pagador de impostos”, traria uma perspectiva diferente para a gestão do país.
A experiência de “pagador de impostos” como diferencial
Zema, que antes de ingressar na política em 2018 administrou uma empresa familiar, se posiciona como alguém “de fora” do meio político tradicional. Ele acredita que, em tempos de crise, a gestão pública se beneficia de “alguém de fora” para promover a “chacoalhada necessária”, mesmo reconhecendo que políticos com origem no setor público não são inerentemente negativos.
“Em Minas eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço. E é o que eu vou fazer no Brasil”, assegurou Zema. Ele ressaltou que “não tem rabo preso” e que evita “conchavos políticos” que, segundo ele, limitam a liberdade de expressão e a transparência, apresentando essas como “algumas diferenças” em relação a outros candidatos.
Alinhamento com Bolsonaro e postura na pandemia
Sobre seu apoio ao governo Bolsonaro, Zema admitiu ter tido uma postura distinta durante a pandemia, mas que o principal ponto de convergência era o antipetismo. “O que eu tenho muito em comum com Bolsonaro é ser anti-PT”, declarou.
Zema evitou comentar especificamente polêmicas envolvendo Flávio Bolsonaro, como o caso da “rachadinha” ou a compra de imóveis com dinheiro vivo, limitando-se a dizer que não detinha detalhes, mas defendendo a importância de toda investigação ser conduzida.
Propostas para Previdência e trabalho para jovens
Em relação à Previdência, Romeu Zema antecipou que proporá uma nova reforma, com o aumento do tempo de contribuição exigido para a aposentadoria. Ele não descartou a possibilidade de elevar a idade mínima, justificando a medida pelo aumento da expectativa de vida dos brasileiros. “Temos que agradecer a Deus. Viver três anos a mais e ter que trabalhar mais seis meses é uma bênção até”, comentou.
Zema também indicou a intenção de desvincular o reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, garantindo, contudo, que “o aposentado no Brasil não terá perda”.
Sobre a questão do trabalho infantil, Zema esclareceu que sua proposta visa ampliar e desburocratizar o programa Jovem Aprendiz para jovens de 14 a 16 anos. Ele criticou a “extrema limitação e burocracia” do programa atual, defendendo a necessidade de mais oportunidades para jovens, especialmente em cidades menores.
Privatização da Petrobras e estatais
Romeu Zema reiterou seu desejo de privatizar a Petrobras “o quanto antes” caso seja eleito, além de vender todas as estatais que “faturam”. O objetivo principal seria usar os recursos obtidos para quitar a dívida pública, reduzindo significativamente o endividamento do país e, consequentemente, as taxas de juros.
Ele reconheceu que a privatização da Petrobras dependerá da “boa vontade” e de uma boa relação com o Congresso Nacional, não havendo, portanto, uma previsão exata para o início do processo. Zema citou como exemplo de sua gestão em Minas Gerais a privatização de “centenas de empresas e subsidiárias” da Cemig e a aprovação para privatizar a Copasa, companhia de saneamento do Estado.

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